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| Descrição para cegos: foto do professor Paulo Giovani olhando para a câmera. |
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quarta-feira, 7 de junho de 2017
Projeto resgata história de militantes que combateram a ditadura na Paraíba
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Poemas do cárcere
Por
Cibelle Torres
Vanderley Caixe procurando pelo sono
ou recordando-se de Dionila camponesa; atormentado na pequena cela ou passeando
por entre outros presos no pátio da prisão; pensando no novo homem que vive
para o capital ou tomado pelo silêncio quando chega a noite em Presidente
Wenceslau, narra por meio de 19 poemas os momentos vividos por ele enquanto
esteve na prisão.
Em 1969, na região de Ribeirão Preto,
Vanderley e alguns jovens estudantes, operários e camponeses foram presos e
torturados, porém, mesmo encarcerados, seguiram lutando por meio de denúncias,
protestos e greves de fome; e, entre lutas e torturas, os poemas foram
surgindo.
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segunda-feira, 10 de abril de 2017
Dom Marcelo Carvalheira para derrubar o regime
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| Descrição para cegos: foto de Dom Marcelo jovem, de batina, olhando para a câmera. |
Por Marcella Machado
“Não basta que não
haja ditadura, é preciso que haja um tipo de governo que se preocupe com as
causas do povo, da grande maioria. Essas causas são causas de Deus”. Assim
falava o sacerdote que foi preso e torturado durante o Regime Militar no
Brasil. Dom Marcelo Pinto Carvalheira viveu 88 anos. Em 25 de março de 2017
expirou.
Pelas
mãos de Dom Hélder Câmara, Dom Aloísio Lorscheider e Dom José Maria Pires, em
1975, ordenou-se bispo. Ao lado de Dom Hélder lutou na defesa dos mais pobres e
das causas sociais. No auge dos Anos de Chumbo abrigou militantes
políticos e líderes católicos perseguidos.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Livro propõe discutir a ditadura na sala de aula
| Descrição para cegos: livro "Direito à memória e à verdade: Saberes e praticas docentes" a capa contém uma jaula arrebentada e uma pomba voando |
Por Marina Cabral
Na
última quinta-feira (25), foi lançado na UFPB o livro Direito à memória e à verdade: Saberes e práticas docentes, elaborado
pelas professoras Lúcia de Fátima Guerra Ferreira, Maria de Nazaré Tavares Zenaide
e Vilma Lurdes Barbosa e Melo, com a colaboração de Márcia de Albuquerque e
Carmélio Reynaldo Ferreira e ilustrações por Flávio Tavares.
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Vermelha por dentro
Maria Salete Van der Pöel nasceu
em Campina Grande, na Paraíba, na família Agra, uma das mais tradicionais
daquela cidade. Na década de 1960, atuou na Juventude Estudantil Católica, na
Juventude Universitária Católica e na Campanha de Educação Popular da Paraíba (Ceplar)
alfabetizando jovens, adultos, presidiários e prostitutas o que lhe custou
perseguições pelo regime militar. Professora aposentada da UFPB, ela atua na
Educação de Jovens e Adultos com a Rede de Letramento da Paraíba (Releja),
fundada por ela e seu marido, Cornelis Van de Pöel. A repórter Samara Mello a encontrou
para uma conversa sobre seus anos de militância. Dessa conversa surgiu o curta Vermelha por Dentro, de produção de
Samara e edição de Janaína Lacerda. O curta metragem sobre a história de Salete
Van der Pöel você confere em seguida:
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segunda-feira, 4 de abril de 2016
Comissão Estadual da Verdade da Paraíba recebe arquivos do SNI e do ex-deputado Arroxelas
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| Descrição para cegos: a foto mostra Paulo Giovani recebendo arquivos de Manoel Pereira de Macedo Neto. |
Por Edgley Lemos
O acervo é referente à Agência de Pernambuco, que cuidava também da Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte durante o regime militar. Além do acervo do SNI, a comissão recebeu também o acervo pessoal do ex-deputado Antônio Augusto Arroxelas.
Criado em 1964, logo após a instauração do regime militar, o SNI só foi extinto no governo do presidente Fernando Collor de Melo, em 1990. Durante esses 26 anos de atuação, o órgão produziu milhares de documentos sobre todos aqueles que atraíam o interesse da Agência Central, em Brasília.
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sábado, 12 de dezembro de 2015
III Colóquio Sobre Memória e Verdade – advogado Waldir Porfírio
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Descrição para cegos: a foto mostra o advogado Waldir Porfírio e a câmera
filmando-o, com ele aparecendo no visor.
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No dia 21 de outubro, foi realizado o III Colóquio sobre Memória e Verdade para a disciplina de Jornalismo e Cidadania, do Curso de Jornalismo da UFPB, tendo como convidado o advogado Waldir Porfírio, integrante da Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória, autor de muitos processos de anistia e reparação a favor de pessoas perseguidas pela ditadura, e membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba. O colóquio foi organizado por Elthon Cunha, Gabriela Garcia, Pedro Neri e Sandro Alves.
Confira
o colóquio na íntegra.
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quinta-feira, 2 de abril de 2015
Elizabeth Teixeira: 90 anos de vida e de luta
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| Descrição para cegos: A foto mostra Elizabeth Teixeira olhando diretamente para a câmera. |
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Elizabeth Teixeira e João Pedro Teixeira: sinônimo de luta e de dor
Elizabeth
Teixeira, paraibana, nascida em 13 de fevereiro de 1925, no município de Sapé,
construiu uma vida em meio a lutas por justiça, terra, liberdade e perdas,
provocadas pelo regime militar.
Elizabeth
é viúva do líder camponês João Pedro Teixeira, que teve sua trajetória
retratada em uma narrativa documental pelo cineasta Eduardo Coutinho. João
Pedro fundou , em 1958, a Associação dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas
de Sapé, a primeira liga camponesa fundada na Paraíba, que passou a atuar a
partir da década de 1960, como ferramenta de organização do movimento agrário.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Ivo Herzog e a importância da retificação do atestado de óbito do pai
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| Descrição para cegos: a imagem mostra a certidão de óbito de Vladimir Herzog. |
Na
quarta-feira 30 de julho, Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog,
morto pela ditadura militar, falou sobre a importância da mudança do atestado de
óbito de seu pai. O diretor do Instituto Vladimir Herzog participou da II
Semana de Jornalismo, organizada pelo Centro Acadêmico de Jornalismo da UFPB.
No
registro de 1975 (durante a ditadura militar) constava que Vladimir havia
morrido por asfixia mecânica, imputando-se na época suicídio. No entanto, em
2012, a viúva Clarice Herzog solicitou a retificação do óbito, pedido este
encaminhado à Justiça por Gilson Dipp, primeiro coordenador da Comissão
Nacional da Verdade.
Ivo
Herzog falou aos alunos e professores da Universidade Federal da Paraíba que a
retificação do atestado de óbito de Vladimir Herzog representa uma “abertura da
‘porteira’ para que outras famílias de assassinados políticos sigam o caminho
da busca pela verdade, já que a primeira certidão de óbito de Vladimir encobria
a real causa da morte”.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
ANPUH-Paraíba promove encontro sobre os 50 anos do Golpe de 31 de março 1964
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| Descrição para cegos: a imagem mostra o cartaz de divulgação do evento, uma foto escura com um panfleto contendo o logotipo da UEPB. |
De 25 e 29 de agosto, a Universidade Estadual da Paraíba,
campus Campina Grande, vai reunir pesquisadores, professores e estudantes do
Norte e Nordeste para o 16º Encontro Estadual de História.
O encontro será promovido pela Regional Paraíba da Associação
Nacional de História e pela UEPB. O evento tem como tema “Poder, memória e resistência:
50 anos do Golpe de 1964”. Na ocasião, serão realizadas oficinas, mesas
redondas, simpósios temáticos e mostra de filmes. Na quinta feira (28)
acontecerá a audiência com a Comissão da Verdade e da Memória
do Estado da Paraíba. (Polyanna Gomes)
Para mais informações acesse o link
abaixo
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terça-feira, 8 de julho de 2014
Escola destina espaço à memória das Ligas Camponesas e homenageia Nego Fuba
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| Descrição para cegos: Foto antiga de Nego Fuba vestindo um paletó e com um bigode. |
Com a finalidade de rememorar o movimento das Ligas
Camponesas e sua ligação com o município de Sapé, a professora de História Áuclia
de Lucena Gomes, que leciona no prédio da escola Gentil Lins, onde foram
realizadas as primeiras reuniões das Ligas de Sapé, resolveu criar junto com
seus alunos, em uma das salas localizada no pátio em que os trabalhadores se
reuniam, um canal de acesso direto a fotos, textos e criações artísticas
fazendo alusão ao movimento. O ambiente, que agora é memorial e sala de aula ao
mesmo tempo, recebeu o nome de "Memorial Nego Fuba", em homenagem a
um dos líderes das Ligas, e também desaparecido político pela ditadura militar.
Em meados de 1958, a cidade de Sapé, distante 55 km da
capital João Pessoa, ensaiava os primeiros passos do que viria a ser um dos
movimentos de maior cunho popular do país: as Ligas Camponesas. Sob comando do
trabalhador rural João Pedro Teixeira e com a finalidade de promover a reforma
agrária, o movimento logo tomou maiores proporções e repercutiu em vários
estados do Brasil.
Além de receber apoio por parte de muitos
parlamentares, a exemplo de Assis Lemos, na época Deputado Estadual, e Miguel
Arraes, Governador de Pernambuco, as Ligas Camponesas ganharam forte respaldo
popular, fomentando as práticas de educação e alfabetização para uma massa de
quase 80% de analfabetos.
Situado em Sapé, o Memorial atrela práticas educativas
ao resgate da cultura local e, junto com o Memorial das Ligas Camponesas,
também localizado naquela cidade, forma um amplo ambiente de discussões
históricas.
Normando Junior
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