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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

“Mataram um estudante. Podia ser seu filho!”

Descrição para cegos: foto de estudantes carregando o caixão de Edson Luís. O caixão está coberto com a bandeira brasileira e, sobre esta, algumas flores.

                                          Por Marina Ribeiro



Em 28 de março de 1968, policiais armados invadiram o restaurante estudantil Calabouço, no Rio de Janeiro, onde estudantes protestavam contra a má qualidade da comida. Era o quarto ano do regime militar e a tensão com os civis só aumentava. Na invasão, o estudante paraense Edson Luís de Lima Souto, de 18 anos, foi morto com um tiro a queima roupa. A fim de impedir que os policiais sumissem com o corpo, seus colegas o carregaram até a Assembleia Legislativa, onde foi velado. No velório cobriram seu corpo com a bandeira brasileira e cartazes de protesto contra a violência policial e a ditadura.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Da prece às ruas

Descrição para cegos: a imagem mostra o convite para a missa
 de 7° dia de Alexandre Vannucchi. Foto: DCE Livre da USP.

Por Cibelle Torres

São Paulo, 30 de março de 1973. Mais um dia comum do Regime Militar; violência, censura e terror ainda faziam parte do cotidiano dos brasileiros. Porém, naquela sexta-feira um movimento diferente acontecia na Catedral da Sé.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

O legado de Marighella


Descrição para cegos: Cartaz do ato em homenagem a Carlos Marighella, trazendo a imagem do político e os dizeres: "4 de novembro, 10:30h, Alameda Casa Branca, altura do nº 800. Homenagem ao Comandante Marighella, assassinado em 1969.
No último dia 4 foi realizado o ato Homenagem ao Comandante Marighella – Assassinado em 1969, lembrando sua morte há 47 anos. Sua memória e legado ainda são lembrados por militantes e movimentos populares. A matéria do site Brasil de Fato traz a história do político, bem como depoimentos de companheiros e da viúva, Clara Charf. Conheça a história dessa importante figura durante a ditadura e a sua atuação aqui. (Marina Cabral)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Elizabeth Teixeira: 90 anos de vida e de luta

Descrição para cegos: A foto mostra Elizabeth Teixeira olhando diretamente para a câmera.
No dia 13 de fevereiro deste ano, uma personagem forte e singular da história da luta pela terra no Brasil fez 90 anos. Elizabeth Teixeira, que teve a vida repleta de momentos de dificuldade e de coragem, chega a esta idade ainda na esperança da reforma agrária. Esposa de João Pedro Teixeira, fundador da Liga Camponesa de Sapé, Elizabeth se tornou a grande liderança do movimento após o assassinato de seu marido. Desse período em diante, passou por diversos momentos que exigiram força, coragem e determinação. Momentos que se cruzam com a história do Brasil e que a fazem avaliar como conseguiu chegar aos 90 anos. A repórter Samara Mello conversou com ela e traz mais informações.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Wolinski e o homem comum

Descrição para cegos: a imagem mostra um desenho do rosto de Wolinski.

por Carmélio Reynaldo

No início dos anos 70, sob censura, catando nas livrarias e bancas de revista, era possível encontrar algo para ler que proporcionasse satisfação a quem não se conformava com o discurso de exaltação à ditadura. É o caso da revista O Grilo, na qual conheci o trabalho de Wolinski.
De suas histórias, uma me persegue todos esses anos. A morte de Wolinski, ontem, num ataque terrorista à revista Charlie Hebdo, onde trabalhava, terminou a construção dessa sombra que vai me cobrar mais indignação diante da violência como política.
A história a que me refiro contava o sequestro de um cidadão comum por um grupo armado em conflito com um Estado. O grupo, diante da apatia da opinião pública, radicaliza raptando uma pessoa escolhida a esmo, pretendendo, assim, mostrar à sociedade que qualquer um pode ser atingido pelo conflito, pelas questões políticas, mesmo quando tenta se manter à margem, indiferente.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O que acontece nos porões das delegacias?

Descrição para cegos: imagem mostra um grupo de policiais formando uma barreira e atirando.
Após pouco mais de um ano do caso Amarildo, ajudante de pedreiro que desapareceu durante uma operação policial na Favela da Rocinha, a pergunta principal ainda persiste: afinal, onde está Amarildo?
Um estudo recente feito pela Anistia Internacional mostra que os abusos continuam sendo praticados na maior parte do mundo, inclusive no Brasil. De acordo com o relatório “Tortura em 2014 – 30 anos de promessas não cumpridas”, a tortura ocorre nos porões de delegacias, presídios e quartéis. Esses abusos são cometidos pelas forças de segurança de forma rotineira, principalmente durante o policiamento de manifestações, como os protestos ocorridos com a chegada da Copa do Mundo de 2014.
A investigação do caso de Amarildo Souza Lima concluiu que o pedreiro morreu em consequência de tortura sofrida na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. O caso ganhou uma ampla repercussão, mas está longe de ser um fato isolado.
         50 anos após o fim da ditadura, militares ainda negam a existência da tortura institucionalizada, mesmo com todas as evidências de policiais violentos, corruptos e que contam com a impunidade para perpetuar atos brutais como o que vitimou Amarildo e tantos outros. Segundo a Anistia Internacional, muitos Governos combatem, outros toleram e alguns a adotam como política de estado. (Anne Nunes)