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domingo, 24 de dezembro de 2017

SNI - olhos e ouvidos da ditadura


Descrição para cegos: símbolo do Serviço Nacional de Informações. Consiste nas iniciais SNI colocadas nos intervalos de 4 formas reproduzindo as colunas do Palácio da Alvorada.


Por Marina Ribeiro 


Menos de três meses após o golpe militar, em 13 de junho de 1964, foi criado o Serviço Nacional de Informações (SNI). Esse órgão, diretamente ligado à Presidência da República, funcionava como uma rede de espionagem, com poder absoluto e agências espalhadas em vários estados. Além das agências, havia também escritórios que facilitavam a troca de informações.
O primeiro chefe do SNI foi seu idealizador, o general Golbery do Couto e Silva. Dois presidentes militares dirigiram o SNI: João Figueiredo (comandou a Agência Central) e Emílio Médici (foi chefe do órgão).

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O atentado frustrado ao Riocentro

Descrição para cegos: cartaz do show que ocorreu no Riocentro em 30 de abril de 1981. No cartaz há o desenho de um homem cantando usando uma ferramenta como microfone além da lista dos artistas confirmados.

Por Marina Ribeiro


Na véspera do Dia do Trabalho de 1981, cerca de 20 mil jovens estavam no centro de convenções Riocentro, na capital fluminense, para um show de música popular brasileira que contava com artistas como Chico Buarque, Fagner, Luiz Gonzaga Jr., Elba Ramalho e Djavan. O show em comemoração aos trabalhadores poderia ter acabado de forma trágica.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Da tortura à resistência


Descrição para cegos: foto da entrada do memorial, onde está escrito “Memorial da Resistência de São Paulo: conquistas e desafios” ao lado da marca da instituição, constituída de 3 linhas horizontais e 3 verticais, que sugerem grades e cruzes (de Larissa Isabelle Herrera Diaz).

Por Marina Ribeiro

A partir da década de 1920, vários estados brasileiros criaram seus órgãos de repressão a crimes políticos, tendo, quase sempre, a sigla Dops para designar Departamento (ou delegacia) de Ordem Política e Social. Sob o governo
O de São Paulo foi o mais conhecido. Durante o Estado Novo e, principalmente, o Regime Militar, o Dops paulista agiu com mais intensidade para reprimir os “inimigos do sistema”. Investigou e fiscalizou movimentos sociais, greves, sindicatos, manifestações, e prendeu aqueles que apresentavam riscos ao regime.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

“Mataram um estudante. Podia ser seu filho!”

Descrição para cegos: foto de estudantes carregando o caixão de Edson Luís. O caixão está coberto com a bandeira brasileira e, sobre esta, algumas flores.

                                          Por Marina Ribeiro



Em 28 de março de 1968, policiais armados invadiram o restaurante estudantil Calabouço, no Rio de Janeiro, onde estudantes protestavam contra a má qualidade da comida. Era o quarto ano do regime militar e a tensão com os civis só aumentava. Na invasão, o estudante paraense Edson Luís de Lima Souto, de 18 anos, foi morto com um tiro a queima roupa. A fim de impedir que os policiais sumissem com o corpo, seus colegas o carregaram até a Assembleia Legislativa, onde foi velado. No velório cobriram seu corpo com a bandeira brasileira e cartazes de protesto contra a violência policial e a ditadura.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

VI Colóquio de Memória e Verdade, com Nazaré Zenaide

Descrição para cegos: foto da professora Nazaré Zenaide falando durante o colóquio. Ela aparece sendo captada pela câmera, que está em primeiro plano, em cujo visor pode-se ver sua imagem.

O VI Colóquio de Memória e Verdade, realizado no dia 30 de março de 2017 para a disciplina de Jornalismo, Cidadania e Direitos Humanos, do Curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba, teve como convidada a professora Nazaré Zenaide, docente do Departamento de Serviço Social da UFPB e integrante do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos e da Comissão Municipal da Verdade de João Pessoa. O Colóquio foi organizado por Cibelle Torres, Marcella Machado, Marisa Rocha, Matheus Couto e Rebeca Neto.

ASSISTA A SEGUIR AO COLÓQUIO

1- Ensino e construção da memória e da verdade
Neste vídeo, a professora destaca a importância dos estudos sobre Memória e Verdade para compreender o período da ditadura e para a construção da democracia, além de discorrer sobre o papel fundamental das disciplinas de Direitos Humanos nesse processo. Nazaré destaca ainda o papel das Comissões da Verdade no descobrimento dos crimes e violações do Regime Militar.


sexta-feira, 17 de março de 2017

Arquivo Público do DF disponibiliza documentação

Descrição para cegos: imagem mostra mãos calçando luvas folheando uma pasta com documentos,
vendo-se, na página aberta, cópia de um documento onde se destacam fotos de frente e de perfil
de um homem jovem. Na mesa vê-se ainda uma caixa arquivo e uma pilha de pastas.
Foto: Toninho Tavares / Agência Brasília
As farsas criadas durante a Ditadura Militar no Brasil têm agora mais uma possibilidade de ser derrubadas. O Arquivo Público do Distrito Federal disponibilizou o acesso a documentos com informações pessoais e sigilosas do regime, produzidos entre os anos de 1963 a 1990. O material revela as investigações e o registros de fatos marcantes daquele período. Saiba como consultar os documentos no site da Agência Brasília. (Marcella Machado)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Pesquisa revela atuação do DOPS na ditadura

Descrição para cegos: a imagem mostra várias fichas criminais com fotos de presos segurando uma placa com número de identificação.
Na história da repressão aos movimentos sociais do Brasil, a sigla tem lugar destacado, mas não de forma relevante. DOPS podia denominar “departamento”, “delegacia” ou “divisão”, seguindo-se o complemento “de Ordem Política e Social”. Tanto no Estado Novo quanto na ditadura militar, tinha como competência o controle da produção de conteúdo e a repressão aos movimentos de oposição, muitas vezes transgredindo até a legislação do regime de exceção. No site do Jornal da UEM (Universidade Estadual de Maringá) está disponível uma matéria falando sobre a organização e funcionamento desse órgão de controle social. (Gabriela Güllich)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Memórias da Ditadura

Descrição para cegos: a imagem mostra um recorte de jornal com a manchete "Terroristas já embarcaram: banidos 68 expulsos 2"
O site Documentos Revelados é um espaço de referência histórica que disponibiliza documentos, vídeos e fotos do período da ditadura. Na área reservada para imagens, o site organizou um acervo com registros de entrevistas, notas oficiais e até mesmo notícias plantadas pelos órgãos de repressão do regime. Esse material importante para estudiosos da comunicação de massa, jornalistas e historiadores pode ser acessado por este link. (Gabriela Güllich)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Obras censuradas pela ditadura

Descrição para cegos: a imagem mostra as letras das músicas "Cálice" e "Bolsa de Amores", ambas carimbadas com a palavra "VETADO"
A revolução social e artística ocorrida no mundo entre as décadas de 1960 e 1970 se deu no Brasil de forma mais difícil do que na maioria dos países. Por aqui havia um severo sistema de vigilância controlando qualquer expressão transgressora, fosse por razões políticas ou “em defesa da moral e dos bons costumes”. Entre filmes, livros, músicas e até capas de discos, o site Hypeness elaborou uma lista com obras que foram censuradas por irem contra os padrões ideológicos ou morais impostos pelo Regime Militar. (Gabriela Güllich)

sábado, 19 de novembro de 2016

Cildo Meireles e a arte como denúncia

Descrição para cegos: a imagem mostra uma nota de 1 cruzeiro carimbada com a frase "Quem matou Herzog?"
Por Gabriela Güllich

“A reprodução dessa peça é livre e aberta a toda e qualquer pessoa”. A frase era usada por Cildo Meireles ao final de suas produções. O artista defendia uma visão de arte enquanto meio de democratização da informação e da sociedade. Por esse motivo, seu trabalho apresentava uma notável preocupação social.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A ditadura em três minidocumentários

Descrição para cegos: a imagem mostra uma foto em preto e branco onde um policial segura um porrete apoiado nas costas.


O Instituto Vladimir Herzog disponibilizou em seu canal no YouTube três minidocumentários que relatam todo o processo do período ditatorial brasileiro. Com média de 8 minutos, os vídeos tratam desde a instauração da ditadura e seus precedentes, o ápice da repressão, estratégias da oposição, grandes lutas e personagens importantes, até o final do regime militar. (Bianca Patrícia)

Veja os documentários aqui:

domingo, 25 de setembro de 2016

V Colóquio Memória e Verdade, com o professor Rodrigo Freire

Descrição para cegos: imagem mostra Rodrigo Freire sentado diante de um quadro de vidro. Ele está falando olhando para a sua direita. Em primeiro plano aparece a câmera de filmagem e, no visor desta, a imagem do professor.

O professor Rodrigo Freire foi o convidado da turma de Jornalismo e Cidadania da Universidade Federal da Paraíba para o V Colóquio sobre Memória e Verdade, ocorrido no dia 8 de setembro de 2016. Ele é Presidente da Comissão Municipal da Verdade e Vice-Diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFPB. Graduado em História por essa universidade, também é mestre em Ciência Política pela UFPE e é doutor em Ciências Sociais – Estudos Comparados das Américas, pela Universidade de Brasília. Tem experiência com estudos nas áreas relativas a Democracia, Partidos Políticos e Eleições, História da Esquerda, Direitos Humanos, Desenvolvimento e Políticas Públicas. O Colóquio foi organizado por Bianca Patrícia, Gabriela Güllich e Marina Cabral.

CONFIRA O COLÓQUIO NA ÍNTEGRA:



1 - Justiça de Transição

O professor explica o que é justiça de transição e como ela começa no Brasil.





terça-feira, 30 de agosto de 2016

A ditadura brasileira e os quadrinhos

Descrição para cegos: charge de Henfil mostra uma multidão com faixas e cartazes escritos "Diretas já!", "O voto é nosso", "PQP", "Vote ou deixe-o", "Não ria de mim, Argentina", "FDP", "Aqui Teotônio", "Gaviões das Diretas" e "Queremos votar" encarando um único militar que segura um cassetete e grita por um megafone:"Voltem para suas casas! O povo é ilegal...".
    
 Apesar de toda censura e repressão, a ditadura não foi capaz de calar todas as vozes que gritavam por liberdade. Em meio ao regime militar de 1964, vários artistas deixaram sua marca se posicionando contra aquele ataque à democracia. Samir Naliato fez para o seu site Universo HQ uma lista de dez obras que abordam esse tema. A lista está disponível neste link. (Gabriela Güllich)

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Vermelha por dentro

Descrição para cegos: foto mostra a entrevistada Maria Salete gesticulando enquanto fala.

Maria Salete Van der Pöel nasceu em Campina Grande, na Paraíba, na família Agra, uma das mais tradicionais daquela cidade. Na década de 1960, atuou na Juventude Estudantil Católica, na Juventude Universitária Católica e na Campanha de Educação Popular da Paraíba (Ceplar) alfabetizando jovens, adultos, presidiários e prostitutas o que lhe custou perseguições pelo regime militar. Professora aposentada da UFPB, ela atua na Educação de Jovens e Adultos com a Rede de Letramento da Paraíba (Releja), fundada por ela e seu marido, Cornelis Van de Pöel. A repórter Samara Mello a encontrou para uma conversa sobre seus anos de militância. Dessa conversa surgiu o curta Vermelha por Dentro, de produção de Samara e edição de Janaína Lacerda. O curta metragem sobre a história de Salete Van der Pöel você confere em seguida:

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Afonsinho, Nei e Caju: os desobedientes civis

Descrição para cegos: mostra, da esquerda para a direira, os jogadores Afonsinho, Paulo Cézar Cajú e Nei da Conceição com a frase "Barba, Cabelo e Bigode" escrita no centro da imagem. 
Por Edgley Lemos

Dentro de campo o trio formado pelos meias Afonsinho e Nei Conceição, além do atacante Paulo Cézar Caju, foi bicampeão carioca em 1967 e 68 e campeão da Taça Brasil de 1968. Fora dos gramados, eles eram considerados subversivos por suas posturas contestadoras diante da crescente influência do regime militar na gestão do futebol brasileiro. A história virou filme pelas mãos e o olhar do diretor Lucio Branco e chegou às telas recentemente.
Não é segredo que durante a ditadura militar brasileira os generais utilizaram o futebol como meio de promoção e de fortalecimento da estrutura de poder do regime. Fato parecido, aliás, aconteceu em outras ditaduras da América do Sul, o chamado Cone Sul, como na Argentina, Chile e Bolívia, por exemplo.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

IV Colóquio sobre Memória e Verdade - com a professora Monique Cittadino

Descrição para cegos: foto mostra a professora Monique e a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor

A professora Monique Cittadino foi a convidada da turma de Jornalismo e Cidadania da Universidade Federal da Paraíba para o IV Colóquio sobre Memória e Verdade. O encontro aconteceu no dia 6 de abril de 2016, e nele foram discutidas, entre outros temas, a atuação das Comissões da Verdade pelo país, a importância de se levar para as salas de aula as informações coletadas pelas comissões e um paralelo entre o contexto político e histórico do período pré-golpe de 1964 e a instabilidade política vivida atualmente, com a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Monique Cittadino é chefe do Departamento de História da UFPB e integra a Comissão Municipal da Verdade. Graduada em História pela Universidade Federal da Paraíba, também é mestre em Ciências Sociais pela UFPB e é doutora em História pela USP. Tem experiência na área de História do Brasil, com ênfase em História da Paraíba, atuando principalmente com estudos sobre o período do regime militar iniciado em 1964. O Colóquio foi organizado por Edgley Lemos, Iago Sarinho e Samara Mello.

CONFIRA O COLÓQUIO NA ÍNTEGRA:


1 - Comissões da verdade

A professora faz um balanço da atuação das Comissões da Verdade em âmbitos nacional, estadual e municipal.


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Quem foi Ustra e por que Bolsonaro mais uma vez mostrou sua verdadeira cara?


Descrição para cegos: A foto mostra o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro agente da ditadura
a ser reconhecido como torturador pela justiça brasileira, olhando diretamente para a câmera.

Por Edgley Lemos


A despeito do que foi o dia de votação do prosseguimento do processo de impeachment, no último domingo, uma lembrança perturbadora e preocupante foi trazida a tona pelo deputado federal pelo PSC do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro. Sempre buscando chamar atenção, em todo e qualquer pronunciamento, o deputado exaltou o Coronel Carlos Brilhante Ustra em seu voto a favor do impedimento da presidenta Dilma. “Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff’’, disse.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Estudantes criam site sobre a censura musical durante o regime militar


Descrição para cegos: imagem mostra uma pilha de discos de vinil com uma faixa escrita “censurado”.

Os estudantes de jornalismo André Rocha, Gabriel Pelosi e Lucas Mota, da Universidade Mackenzie de São Paulo, realizaram o trabalho de conclusão da graduação com o tema: “Efeitos da censura na produção musical durante o regime militar.
Surgiu a ideia de transformar o trabalho acadêmico em um site, o censuramusical.com. Ele se baseia nas músicas conhecidas pelo grande público, assim como também nas inúmeras composições de artistas populares que tiveram suas obras vetadas. No site se pode acessar documentos, entrevistas e legislação. (Polyanna Gomes)
Para conhecer o site, clique no link
http://www.censuramusical.com.br/

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Elizabeth Teixeira e João Pedro Teixeira: sinônimo de luta e de dor

Descrição para cegos: trata-se de uma foto antiga, do casal Elizabeth e João Pedro sentados, cercados de 11 filhos e filhas. A primogênita, que também está sentada, segura o caçula, ainda um bebê, no colo.

Elizabeth Teixeira, paraibana, nascida em 13 de fevereiro de 1925, no município de Sapé, construiu uma vida em meio a lutas por justiça, terra, liberdade e perdas, provocadas pelo regime militar.
Elizabeth é viúva do líder camponês João Pedro Teixeira, que teve sua trajetória retratada em uma narrativa documental pelo cineasta Eduardo Coutinho. João Pedro fundou , em 1958, a Associação dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas de Sapé, a primeira liga camponesa fundada na Paraíba, que passou a atuar a partir da década de 1960, como ferramenta de organização do movimento agrário.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Documentos apontam relação dos EUA com o golpe de 1964


Descrição para cegos: Multidão segurando um cartaz “Abaixo a ditadura! Povo no poder!"

O que eram apenas especulações e "achismos" para alguns, tornou-se um fato, agora divulgado. No portal eletrônico da página de política do Estadão, uma matéria explora pontos do envolvimento dos Estados Unidos com o Brasil durante a ditadura militar, evidenciando o conhecimento daquele país com relação às torturas realizadas aqui. (Normando Junior)

Acesse o link: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,documentos-dos-eua-mostram-que-pais-sabia-de-torturas-da-ditadura-militar-no-brasil,1522532