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terça-feira, 7 de abril de 2015

Rui Moreira Lima fala da ditadura

Descrição para cegos: a foto mostra Rui Moreira Lima gesticulando.
Quem já ouviu falar desse nome, reconhece sua postura e o quão nobre foi sua ação. Rui Moreira foi um brigadeiro, tido por muitos como herói da Segunda Guerra Mundial, que negou e combateu o golpe militar de 1964. Morreu em agosto de 2013 deixando um depoimento histórico à Comissão Nacional da Verdade. (Normando Junior)

Vale a pena conferir. Acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=FuY1K7_hIZA

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

As memórias das guerras em minhas letras

Descrição para cegos: a imagem mostra o desenho de uma pomba com um ramo de oliveira no bico.
Foi-se o sol, o chão, a mãe e a filha. A saudade já não tinha mais morada, tamanho era o BOOO, o grito sem espera. A causa das nefastas e delinquentes escolhas nos deixaram sem memórias, sem afetos, e com um pesar que dura até os tempos vindouros.
Mas, haveremos de ressurgir o encanto, nos arquivos e nas falas de alguém que ainda restou, que ainda resta.
E quem ainda bem respira? O filho do soldado? Herói de quê, de quem? Da matança? Do perdido? Não!!! Hoje prefiro acreditar nas mãos de cura, nos bons moços que de um lado pro outro, de uma bomba pra outra, acolheram, cuidaram, buscaram a sã consciência em meio ao caos.
Rememorar, antes de tudo, mais que lembrar, é prestar uma gratidão, é se prostrar diante do que foi algo a mais, do que fez melhor, do que buscou fazer as mais sublimes lembranças, em momentos, onde muitos, só queria guerrear.

Eiiii!!! Hoje as palavras são bonitas, porque não é só de sangue que vivem as memórias. Não só foi de tristeza que os momentos que a guerra se sucedeu, viveram. Hoje, as palavra são memória e leveza, paz e gratidão. 
                                                                                                     Normando Junior

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Comissão da Verdade da Fiocruz abre espaço para relatos de violações na área da saúde durante a ditadura

Descrição para cegos: imagem mostra logotipo da Comissão da Verdade, “comissão da” escrito em letras minúsculas seguido de um “Verdade” maior com um fundo vermelho.


Uma reportagem disponível no portal eletrônico da Rede Brasil traz informações sobre o espaço destinado no site da Comissão Nacional da Verdade da Reforma Sanitária que foi criado com a finalidade de colher relatos sobre violações na área da saúde durante a ditadura militar.
A Fiocruz lançou a Comissão da Verdade da Reforma Sanitária no ano passado, com o objetivo de registrar casos de repressão política com relação aos trabalhadores da área da saúde.
Para saber mais sobre as atividades que a comissão vem desenvolvendo acesse o endereço: (http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/comissao-da-verdade-da-reforma-sanitaria-segue-com-diferentes-atividades). A reportagem em áudio da Rede Brasil Atual traz algumas informações importantes a respeito de como esse trabalho vem sendo feito. (Normando Junior)
Vale a pena conferir.  Acesse também o endereço:
http://www.redebrasilatual.com.br/radio/programas/jornal-brasil-atual/2014/07/site-colhe-relatos-sobre-violacoes-na-saude-durante-ditadura-militar

terça-feira, 22 de julho de 2014

Filmes e Ditadura Militar no Brasil: duas histórias que nasceram para casar

Descrição para cegos: imagem mostra cena do filme “Manhã Cinzenta”: um militar puxando pessoas por uma corda.
Nada melhor do que o cinema para retratar situações que não conseguimos alcançar com nossos próprios olhos e ouvidos. O cinema é uma arte poderosa, que estimula zonas variadas de memórias.
Pensando nisso, e prioritariamente, atendendo o seguimento da temática “Direito à Memória e Verdade”, o nosso blog buscou via internet, indicações de filme cuja temática seja a ditadura militar e suas repercussões.
Nessa busca, nos deparamos com um portal eletrônico que fez uma seleção de onze filmes que nos ajudam a entender a história da ditadura militar no Brasil.
O portal ainda traz os resumos dos filmes, assim como suas respectivas abordagens. O material é muito bacana, e as dicas são imperdíveis. Aproveitem, pois resgatar é conhecer mais, mais do mundo em que se vive, e pelas narrativas das telas, melhor ainda, bem melhor. (Normando Junior)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Elizabeth Teixeira fala das Ligas Camponesas em audiência pública realizada em Sapé


Descrição para cegos: foto de Elizabeth Teixeira falando no microfone.
Rememorar é conhecer mais da história, é educar-se, voltando ao passado. Buscando essa compreensão, o nosso blog, através do link abaixo, traz falas pontuais de Elizabeth Teixeira acerca do processo histórico das Ligas Camponesas, em audiência pública da Comissão Nacional da Verdade realizada na cidade de Sapé . Elizabeth é viúva do ex-líder camponês João Pedro Teixeira, e teve participação crucial no movimento dos trabalhadores do campo. (Normando Junior)

domingo, 13 de julho de 2014

1964: uma dose de poesia numa taça desconhecida

Descrição para cegos: Desenho da bandeira nacional com um homem nu amarrado na faixa “Ordem e Progresso” como em um pau de arara.
Era madrugada, e acordei assustado. Tive um sonho. Foi um pesadelo. Suspirei, e fiquei feliz por ter conseguido acordar. Triste, porém, pelo fato de que a consciência que me veio ter sido um tanto dura.

Viajei até os anos sessenta, me despi dos meus trajes e adereços presentes. Eu mesmo era o grito das ruas ensanguentadas. Era a voz da frente, que mesmo abafada, buscava o auto clarear. Me senti burlado, enganado.

Me via nos braços, eu mesmo sendo os braços de bravo da UNE, das mães e dos pais ocupados na preocupação de um regime que não media limites em suas ações. Eu fui ao regime militar. Eu fui ao Brasil que chorou.

Vivi a tristeza de um povo, eu mesmo fiquei tão triste. Fui aos anos noventa, cheguei aos anos dois mil. Senti que cheguei ao meu eu, ao momento presente. Senti que há muitas lembranças, ainda, lá atrás, que clamam vir ao presente, clamam pular o pesadelo, acordar, e respirar o ar, que um dia lhes tomaram.
         
                                                                                         Normando Junior

terça-feira, 8 de julho de 2014

Escola destina espaço à memória das Ligas Camponesas e homenageia Nego Fuba

Descrição para cegos: Foto antiga de Nego Fuba vestindo um
paletó e com um bigode.
Com a finalidade de rememorar o movimento das Ligas Camponesas e sua ligação com o município de Sapé, a professora de História Áuclia de Lucena Gomes, que leciona no prédio da escola Gentil Lins, onde foram realizadas as primeiras reuniões das Ligas de Sapé, resolveu criar junto com seus alunos, em uma das salas localizada no pátio em que os trabalhadores se reuniam, um canal de acesso direto a fotos, textos e criações artísticas fazendo alusão ao movimento. O ambiente, que agora é memorial e sala de aula ao mesmo tempo, recebeu o nome de "Memorial Nego Fuba", em homenagem a um dos líderes das Ligas, e também desaparecido político pela ditadura militar.

Em meados de 1958, a cidade de Sapé, distante 55 km da capital João Pessoa, ensaiava os primeiros passos do que viria a ser um dos movimentos de maior cunho popular do país: as Ligas Camponesas. Sob comando do trabalhador rural João Pedro Teixeira e com a finalidade de promover a reforma agrária, o movimento logo tomou maiores proporções e repercutiu em vários estados do Brasil.

Além de receber apoio por parte de muitos parlamentares, a exemplo de Assis Lemos, na época Deputado Estadual, e Miguel Arraes, Governador de Pernambuco, as Ligas Camponesas ganharam forte respaldo popular, fomentando as práticas de educação e alfabetização para uma massa de quase 80% de analfabetos.

Situado em Sapé, o Memorial atrela práticas educativas ao resgate da cultura local e, junto com o Memorial das Ligas Camponesas, também localizado naquela cidade, forma um amplo ambiente de discussões históricas.

                                                                                             Normando Junior

Documentos apontam relação dos EUA com o golpe de 1964


Descrição para cegos: Multidão segurando um cartaz “Abaixo a ditadura! Povo no poder!"

O que eram apenas especulações e "achismos" para alguns, tornou-se um fato, agora divulgado. No portal eletrônico da página de política do Estadão, uma matéria explora pontos do envolvimento dos Estados Unidos com o Brasil durante a ditadura militar, evidenciando o conhecimento daquele país com relação às torturas realizadas aqui. (Normando Junior)

Acesse o link: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,documentos-dos-eua-mostram-que-pais-sabia-de-torturas-da-ditadura-militar-no-brasil,1522532

sábado, 14 de junho de 2014

As Memórias e as Comissões da Verdade

Descrição para cegos: Faixa escrita Comissão Nacional da Verdade
                
               Lembrar, sempre é bom, e isso parece lógico. Lembranças, por mais perturbativas que sejam, corroboram para a construção do presente, e resulta em nos colocar em um certo eixo. É preciso, antes, entender que o direito à Memória é algo que nos deve ser dado na integralidade, mesmo que na prática, aconteça muito diferente disso. A memória nem sempre é um bem coletivo. E mesmo os eventos coletivos, são dotados de individualidades. Individualidades que acabam se resguardando.
                É louvável que, para fins de estudo, e da própria composição cultural nossa, tenhamos uma noção do nosso percurso. Isso demanda investigação e mexe com memórias. Memórias que evitam ser faladas.
                O que as comissões que buscam alcançar memórias de acontecimentos passados fazem, é tentar resgatar dados que foram, por alguma razão, não guardados, e hoje nos deixam de certa forma em um vácuo. Devemos, então, nos mobilizar na busca de trajetos que ficaram isolados e que precisam ser resgatados. As comissões da verdade já estão dando os primeiros passos.

                                                                                                          Normando Junior

sábado, 24 de maio de 2014

Colóquio: Direito à Verdade e à Memória - Parte IV

Esta é a penúltima parte do Colóquio Direito à Verdade e à Memória realizado pelos alunos da disciplina Jornalismo e Cidadania, ministrada pelo professor Carmélio Reynaldo. Nestes dois vídeos, a professora convidada Lúcia Guerra fala sobre a possibilidade de investigação de casos recentes de abusos pelas Comissões da Verdade, além de abordar o caso de alguns juízes que tiveram suas atividades interrompidas durante a época ditatorial. Foram esclarecidos também pontos importantes em torno de temáticas atuais que interferem diretamente no processo de resgate de informações, sobretudo do regime militar de 1964. 






Normando Júnior

terça-feira, 20 de maio de 2014

50 Anos do golpe de 1964

Bocas caladas e choros contidos, talvez sejam essas as memórias mais presentes, e ainda tão meninas, que vivem em nossos braços carregadas contra nossa própria vontade. É impossível viver no presente, sem ser o passado. Pelo simples fato de ainda permanecer tudo aqui: o pai que apanhou, o menino que gritou, a mãe que chorou. Nossas famílias ainda são aquelas famílias. O golpe ainda nos golpeia. 

Descrição para cegos: Fundo com jornais e frase destaque
 “1964 50 ANOS DO GOLPE MILITAR”
E neste ano, parte da imprensa, na feliz competência de rememorar o regime militar, "inocentemente" estampou em suas manchetes o aniversário de 50 anos do golpe de 1964. De imediato, me veio mais um tapa na cara. Outro golpe, mais uma vez, também da mídia. A-N-I-V-E-R-S-Á-R-I-O? De quê? De quem? A meu ver, os aniversários sempre foram motivo de alegria, bater palmas e soprar velinhas. Aniversário, prudentemente, seria estampar os 29 anos do FIM da opressão que se instaurou no país, e não o começo, se esforçando para resgatar as memórias que sentem a necessidade de serem faladas. As memórias dos corpos que se foram, dos desaparecidos políticos e dos cidadãos de ideais. 

Em busca, pois, da relação da mídia com o golpe militar de 64, e de ressaltar seu combatente papel frente ao governo de João Goulart, o Observatório da Imprensa elaborou um material especial em alusão à data que ainda vive entre nós. (Normando Junior)

                                                                                                        
acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=x3LJYYKaw2s

terça-feira, 13 de maio de 2014

Memória e Verdade: um direito que a vida deu à vida


Descrição para cegos: Pasta com aspecto velho que contem a frase: “Memória e verdade”.
Imagem reproduzida do portal eletrônico do Centro de Direiros Humanos de Palmas (CDHP)

Ainda quando criança, mais precisamente a partir da tomada de consciência (percepção da subjetividade), o individuo se reconhece enquanto um "eu" inserido num mundo repleto de outros "eu". Esse processo de reconhecimento, e inserção social/socialização do indivíduo no todo, só é possível via instrumentalização da linguagem, que, como uma ponte, propicia as trocas de pensamentos e consequentemente a efetivação mais ampla da memória e o reconhecimento das primeiras verdades.
                                                                                                                                                             
O que essas primeiras linhas arriscam dizer, é que, por sermos sujeitos pensantes, e provedores do mecanismo de manipulação simbólica (a língua) desde cedo nos tornamos seres essencialmente no direito de tomar conhecimento das memórias que nos "afetam", ter acesso a outras realidades que nos contextualizam direta ou indiretamente, a consciências muitas vezes obscurecidas que nos trariam um tanto mais de compreensão da temporalidade e do espaço em que estamos inseridos.

Ou seja, o termo "Memória e Verdade" é amplo e difuso e extremamente correlato, mais recorrentemente associado a algo que precisa vir a tona, da natureza dos resgastes históricos de fatos políticos ou sociais, mas, ao mesmo tempo, nitidamente visível quando se começa a compreender que a memória é acionada através da verdade nos primeiros anos de vida, ainda mesmo dentro de casa, quando os primeiros caminhos são abertos, e as primeiras palavras são ditas, no momento em que vamos nos tornando junto ao mundo, um só. 

Assim, quando se compreender o quão grande é essa base, talvez lá na frente, ou lá fora, os regates de memórias históricas não sejam mais resgates, sejam apenas acessos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         


Normando Junior