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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Metáforas


Descrição para cegos: desenho de um punho fechado.

Por Thalany Lima
Toda uma repressão,
Não se podia dar opinião.
Censurados!
Mortos e torturados.
Como falar sem ser repreendido?
Como ter liberdade de expressão?
O povo brasileiro não desiste.
Há sempre um jeitinho brasileiro,
De ir em busca de justiça,
De lutar pelos direitos.
Até na dor daqueles 21 anos,
Foram tantos poetas,
Tantas melodias criadas em meio ao caos,
Metáforas que davam voz ao povo,
Que não o deixavam calar.
A luta assídua,
Camuflada de sabedoria.
Deu força à nação.


domingo, 10 de dezembro de 2017

Gaiola

Descrição para cegos: desenho consta de uma gaiola à esquerda, da qual 8 pássaros saem voando para a direita.

Por Thalany Lima
Aprisionaram-me.
Torturaram-me.
A dor física,
E psicológica,
Presa num poço de desventura.
Minh’alma buscava algum refúgio,
Pensava nos laços de sangue,
Na vitória no fim dessa luta.
Tentaram-me calar,
Mudar o meu pensar,
Mas, eu...
Não sou passarinho que se cala,
Voo em bando,
Luto pra sobreviver,
Bato asas em meio à tempestade,
Pra no fim chegar à primavera,
Mais forte e mais sábia.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Ditadura militar e violência sexual


Descrição para cegos: foto de Glenda Mazarobba ao lado do seguinte texto: “mestre e doutora em Ciência Política pela USP, consultora do PNUD para a Comissão Nacional da Verdade”.

A violência sexual durante a ditadura é tema de uma vídeo disponibilizado no YouTube pelo canal Casa do Saber. Nesse vídeo, Glenda Mazarobba, mestre e doutora em Ciência Política, fala sobre a utilização desse recurso como instrumento de tortura contra mulheres pelas forças da repressão. Segundo Glenda, muitas vítimas foram molestadas nos cárceres da ditadura, mas não tinham noção de que se tratava de uma forma de violência sexual. Para assistir ao vídeo, clique aqui . (Thalany Lima)

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Operação Condor: cooperação pela repressão

Descrição para cegos: mapa da América do Sul,
com os nomes dos países dentro de seus territórios.
Por Marina Ribeiro


Na década de 1970, o Brasil não era a única ditadura na América do Sul. Nossos vizinhos Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, além do Chile, também estavam sob governos militares.
A fim de aumentar a repressão aos inimigos desses regimes, uma aliança político-militar foi criada entre esses países no ano de 1975. Batizada de Operação Condor, em alusão à ave dos Andes, a aliança teve três principais fases.
Na primeira, houve a troca de informações entre os países; na segunda, começaram as trocas e execuções dos opositores que estivessem em qualquer um dos países-membros e, na terceira, houve perseguições e mortes dos inimigos no exterior.
O Brasil participou ativamente das duas primeiras fases, não havendo indícios suficientes que confirmem sua participação na morte de opositores fora do nosso continente.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

“Apesar de você, amanhã há de ser outro dia...”

Descrição para cegos: capa do disco “Chico Buarque”, de 1978. Nela, em primeiro plano, Chico Buarque aparece sorrindo para a câmera e, atrás dele, algumas plantas.


Por Marina Ribeiro

Ao voltar ao Brasil em 1970, depois de um autoexílio na Itália, Chico Buarque encontrou um regime ainda mais repressivo, sob o governo do presidente Médici. Censura em todas as partes perseguiam compositores como ele. Enquanto isso, uma onda nacionalista crescia, representada por músicas como Eu te amo, meu Brasil, da dupla Dom & Ravel.

sábado, 18 de novembro de 2017

“Movimento” – um jornal pela democracia

Descrição para cegos: capa do jornal “Movimento”. Nela, há uma foto de um homem olhando diretamente para a câmera e acima a manchete “Como desapareciam os mortos da tortura”. Ao lado da foto, estão chamadas de outras matérias. Sobre o nome do jornal, há uma tarja preta onde se lê “Governo ganha por um triz”.
Por Marina Ribeiro

Criado como um “jornal de jornalistas”, sem a figura de um patrão, o jornal Movimento foi um dos mais importantes exemplos da imprensa alternativa na época da ditadura militar. Foi idealizado por alguns profissionais que haviam trabalhado em outro semanário alternativo, o jornal Opinião. Raimundo Rodrigues Pereira era seu editor-chefe e sua sede ficava na capital paulista. A primeira edição, que chegou às bancas em 7 de julho de 1975, contou com 70 colaboradores.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Estudo analisa atuação do ministério público em ações contra anistia de torturadores

Descrição para cegos: foto de Heloísa Clara sorrindo para a câmera.

O trabalho foi realizado por Heloísa Clara Gonçalves, no Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da UFPB. A pesquisa estudou as ações judiciais propostas pelo Ministério Público contra militares que cometeram crimes na época da ditadura. Em 1979, já no findar do regime militar brasileiro, foi editada a Lei da Anistia. Ela perdoou os crimes considerados políticos e os crimes praticados por funcionários públicos e militares para manutenção do regime. A repórter Luciana Duarte entrevistou Heloísa Clara para o Espaço Experimental, programa que vai ao ar todos os sábados, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz), às 9 horas, produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Carlos Germano)

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

“Mataram um estudante. Podia ser seu filho!”

Descrição para cegos: foto de estudantes carregando o caixão de Edson Luís. O caixão está coberto com a bandeira brasileira e, sobre esta, algumas flores.

                                          Por Marina Ribeiro



Em 28 de março de 1968, policiais armados invadiram o restaurante estudantil Calabouço, no Rio de Janeiro, onde estudantes protestavam contra a má qualidade da comida. Era o quarto ano do regime militar e a tensão com os civis só aumentava. Na invasão, o estudante paraense Edson Luís de Lima Souto, de 18 anos, foi morto com um tiro a queima roupa. A fim de impedir que os policiais sumissem com o corpo, seus colegas o carregaram até a Assembleia Legislativa, onde foi velado. No velório cobriram seu corpo com a bandeira brasileira e cartazes de protesto contra a violência policial e a ditadura.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A segurança privada na ditadura

Descrição para cegos: imagem de um recorte de jornal mostra o primeiro-tenente da 
Marinha Gama Lima em seu escritório em uma matéria publicitária sobre
 a empresa Agents. O texto fala de espionagem, violência e segurança.
A estrutura do Estado não foi a única a violar os direitos humanos durante o Regime Militar no Brasil. Os agentes de segurança privada também participaram de sessões de tortura, assassinato e desaparecimentos. Muitos deles eram egressos das Forças Armadas, como o capitão Fernando Pessoa de Rocha Paranhos, que comandou o Centro de Inteligência da Marinha (Cenimar) de 1968 a 1971. Ele é apontado pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) como um dos envolvidos no sequestro do paraibano João Roberto Borges de Souza, estudante e militante do PCB, ocorrido em 7 de outubro de 1969. Saiba mais nesta reportagem da Agência Pública. (Marcella Machado)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Ditadura também foi corrupta

Descrição para cegos: Foto do delegado
Fleury, de frente para a câmera, com o 
olhar desviado para o seu lado direito.
Por Rebeca Neto

        Tendo em vista os recentes escândalos políticos de corrupção, muitos manifestantes têm ido às ruas para reivindicar mudanças no cenário político do Brasil. Nos protestos, são erguidas as bandeiras das Diretas Já! e as que pedem a volta do regime militar. É importante, portanto, lembrar que a Ditadura, foi, na verdade, o palco de alguns dos maiores escândalos de corrupção da história do país.
        Indicado como o líder do Esquadrão da Morte, grupo que realizou diversos extermínios, como a Chacina da Lapa, Sérgio Fernando Paranhos Fleury foi investigado por vários crimes cometidos durante o regime militar. Tráfico de drogas, torturas, assassinatos e extermínios foram algumas das atrocidades cometidas pelo delegado.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Reforma no Ensino Médio fracassou na Ditadura

Descrição para cegos: a imagem mostra três homens e uma mulher em um laboratório de uma 
escola estadual de Curitiba. Sobre a mesa estão frascos, funis e garrafas. O homem no 
centro da imagem realiza um experimento e é observado por duas das 
pessoas, enquanto um outro homem analisa um objeto à parte.

Um instrumento fundamental para a melhoria da educação no país. Liberdade para o estudante escolher as disciplinas a cursar. Formação para o mercado de trabalho. A embalagem é 2017, mas o conteúdo é antigo, datado de 1971, em plena Ditadura Militar no Brasil. A reforma no Ensino Médio, tal qual a que está em implantação hoje é reflexo da tentativa de reformulação do passado. Uma história com tantas semelhanças não estará fadada ao fracasso? Veja o que aconteceu naquela época na reportagem da Agência Senado. (Marcella Machado)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Poemas do cárcere

Descrição para cegos: foto do livro citado no texto
 em cima de outros livros. A capa do apresenta
 uma parede de tijolos que lembra os 
muros da prisão e, sobre ela, estão
 escritos os nomes da obra e do autor.
Por Cibelle Torres

Vanderley Caixe procurando pelo sono ou recordando-se de Dionila camponesa; atormentado na pequena cela ou passeando por entre outros presos no pátio da prisão; pensando no novo homem que vive para o capital ou tomado pelo silêncio quando chega a noite em Presidente Wenceslau, narra por meio de 19 poemas os momentos vividos por ele enquanto esteve na prisão.
Em 1969, na região de Ribeirão Preto, Vanderley e alguns jovens estudantes, operários e camponeses foram presos e torturados, porém, mesmo encarcerados, seguiram lutando por meio de denúncias, protestos e greves de fome; e, entre lutas e torturas, os poemas foram surgindo.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Dom Marcelo Carvalheira para derrubar o regime

Descrição para cegos: foto de Dom Marcelo
jovem, de batina, olhando para a câmera.
Por Marcella Machado

“Não basta que não haja ditadura, é preciso que haja um tipo de governo que se preocupe com as causas do povo, da grande maioria. Essas causas são causas de Deus”. Assim falava o sacerdote que foi preso e torturado durante o Regime Militar no Brasil. Dom Marcelo Pinto Carvalheira viveu 88 anos. Em 25 de março de 2017 expirou.
Pelas mãos de Dom Hélder Câmara, Dom Aloísio Lorscheider e Dom José Maria Pires, em 1975, ordenou-se bispo. Ao lado de Dom Hélder lutou na defesa dos mais pobres e das causas sociais. No auge dos Anos de Chumbo abrigou militantes políticos e líderes católicos perseguidos.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

A Ditadura na Baixada Fluminense

Descrição para cegos: imagem mostra a capa do
livro "A Baixada Fluminense e a Ditadura Militar -
Movimentos sociais, repressão e poder local".
Consiste do título da obra em letras grandes,
sobre um fundo esmaecido de um alambrado.
Foto: Divulgação.

Por Marisa Rocha

O período da Ditadura Militar afetou a vida dos brasileiros em diversos aspectos. Alguns deles, como a política, estiveram na linha de frente no que diz respeito à repressão. O governo municipal de Nova Iguaçu, por exemplo, sofreu grande interferência militar. A cidade teve diversos prefeitos com mandatos cassados, quando estes se mostravam contrários ao governo dos militares. 
O procedimento era o seguinte: a Câmara Municipal, sob ordens dos militares, abria um processo pedindo o afastamento do prefeito em exercício, alegando que havia irregularidades no governo. Após alguns meses afastado, o prefeito era destituído do cargo e substituído por um interventor, indicado pela repressão. Vale ressaltar que na maioria desses casos as acusações não eram investigadas, tampouco comprovadas.

terça-feira, 28 de março de 2017

Ex-presos políticos lançam livro escrito na prisão denunciando a ditadura

Descrição para cegos: foto de Aton Fon olhando para a
câmera. Atrás dele há cadeiras de um auditório e algumas
pessoas conversando.
A Repressão Militar-Policial no Brasil – O livro chamado João foi gerado nos anos 1970, enquanto os autores eram presos políticos da ditadura. O livro teve autoria coletiva de nove militantes, dentre os quais Aton Fon e Manoel Cyrillo, que, na última terça-feira, foram à UFPB para lançá-lo. Para Aton Fon, o livro é uma prova histórica da repressão, mas, também, de resistência.
Ouça a entrevista que fiz com Aton para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Rebeca Neto)

sexta-feira, 17 de março de 2017

Arquivo Público do DF disponibiliza documentação

Descrição para cegos: imagem mostra mãos calçando luvas folheando uma pasta com documentos,
vendo-se, na página aberta, cópia de um documento onde se destacam fotos de frente e de perfil
de um homem jovem. Na mesa vê-se ainda uma caixa arquivo e uma pilha de pastas.
Foto: Toninho Tavares / Agência Brasília
As farsas criadas durante a Ditadura Militar no Brasil têm agora mais uma possibilidade de ser derrubadas. O Arquivo Público do Distrito Federal disponibilizou o acesso a documentos com informações pessoais e sigilosas do regime, produzidos entre os anos de 1963 a 1990. O material revela as investigações e o registros de fatos marcantes daquele período. Saiba como consultar os documentos no site da Agência Brasília. (Marcella Machado)

terça-feira, 7 de março de 2017

Mesa redonda discutiu trabalho da Comissão Municipal da Verdade

Descrição para cegos: foto da professora Nazaré Zenaide sorrindo para a câmera.
No último dia 15, uma mesa-redonda realizada durante o CCHLA Conhecimento em Debate discutiu Ditadura Militar e Direitos Humanos. Os professores Monique Cittadino, Nazaré Zenaide e Rodrigo Freire formaram a mesa. O debate focou a Comissão Municipal da Verdade, que os três integram. Confira a entrevista que eu fiz com Nazaré, que também faz parte do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, para o Espaço Experimental, programa produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB, que vai ao ar todos os sábados, às 9 h, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz). (Marisa Rocha) 

quinta-feira, 2 de março de 2017

Documentário revisita Guerrilha do Araguaia

Descrição para cegos: imagem mostra 15 integrantes do Exército destacados para combater 
a Guerrilha do Araguaia, com suas armas, em um acampamento em Caiano, no Pará.
Entre 1972 e 1975, a divisa entre os estados de Goiás (onde hoje é Tocantins) e Pará foi palco de um dos movimentos de luta armada do período do regime militar no Brasil. A Guerrilha do Araguaia tinha entre os seus soldados militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), estudantes universitários, operários, profissionais liberais e camponeses. A história dos ex-combatentes ainda é pouco conhecida, mas um documentário pretender revelar os mistérios e os fantasmas que continuam a assombrar os sobreviventes. Confira a entrevista com o roteirista e co-diretor de Soldados do Araguaia, o jornalista Ismael Machado, no site Brasil de Fato. (Marcella Machado)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Modelo de justiça de transição dificulta reparações

Descrição para cegos: da esquerda para a direita a imagem mostra os professores Rodrigo Freire, Monique Cittadino e Nazaré Zenaide atrás da mesa durante o debate.

Por Marcella Machado

A justiça de transição chegou de forma tardia no Brasil em comparação aos demais países da América Latina. A constatação foi feita pelos membros da Comissão Municipal da Verdade de João Pessoa (CMV). O grupo participou do evento CCHLA Conhecimento em Debate, no último dia 15, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Militar nomeado por Temer é crítico ferrenho da Comissão da Verdade


Descrição para cegos: foto mostra Sérgio Etchgoyen, ladeado à direita pelo presidente interino Michel Temer e, à esquerda, por um auxiliar do governo, em reunião.

Por Iago Sarinho
Instalada oficialmente em 12 de maio de 2012, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) publicou seu relatório final no dia 10 de dezembro de 2014. No decorrer desse processo de investigação, recolhimento de depoimentos e levantamento de dados, além da reconhecida atuação no restabelecimento da memória e verdade relativa ao período da ditadura militar brasileira, encontrou em seu caminho opositores e críticos, estes, normalmente ligados à famílias de acusados e investigados pela comissão.