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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Semana Elizabeth Teixeira hasteou a reforma agrária como bandeira

Descrição para cegos: foto de Bárbara Zen sorrindo para a câmera. 
Bárbara Zen, organizadora do evento e integrante da coordenação do Memorial das Ligas Camponesas, destacou a importância da comemoração. Para ela, a oportunidade de homenagear Elizabeth Teixeira é também um momento propício para discutir a reforma agrária. A homenagem engajou educadores e artistas paraibanos, que buscaram narrar os 92 anos de trajetória da líder camponesa. Poemas e canções marcaram o enredo da comemoração. Confira a entrevista que realizei com Bárbara Zen para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB, na qual ela anunciou campanha para financiar o anexo do Memorial das Ligas Camponesas. (Rebeca Neto)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Elizabeth Teixeira: 90 anos de vida e de luta

Descrição para cegos: A foto mostra Elizabeth Teixeira olhando diretamente para a câmera.
No dia 13 de fevereiro deste ano, uma personagem forte e singular da história da luta pela terra no Brasil fez 90 anos. Elizabeth Teixeira, que teve a vida repleta de momentos de dificuldade e de coragem, chega a esta idade ainda na esperança da reforma agrária. Esposa de João Pedro Teixeira, fundador da Liga Camponesa de Sapé, Elizabeth se tornou a grande liderança do movimento após o assassinato de seu marido. Desse período em diante, passou por diversos momentos que exigiram força, coragem e determinação. Momentos que se cruzam com a história do Brasil e que a fazem avaliar como conseguiu chegar aos 90 anos. A repórter Samara Mello conversou com ela e traz mais informações.

sábado, 21 de março de 2015

O reencontro de Elizabeth Teixeira com os filhos, 50 anos após a separação

Descrição para cegos: a foto mostra Elizabeth Teixeira com sua família em 1964.
Perseguida pela ditadura e pelos latifundiários, a líder camponesa Elizabeth Teixeira teve que se separar dos 11 filhos e filhas em 1964. Alguns ela reencontrou quando o regime militar chegou ao fim, outros, somente no ano passado, no dia 24 de julho, por iniciativa da Comissão Estadual da Verdade e do Memorial das Ligas Camponesas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Elizabeth Teixeira e João Pedro Teixeira: sinônimo de luta e de dor

Descrição para cegos: trata-se de uma foto antiga, do casal Elizabeth e João Pedro sentados, cercados de 11 filhos e filhas. A primogênita, que também está sentada, segura o caçula, ainda um bebê, no colo.

Elizabeth Teixeira, paraibana, nascida em 13 de fevereiro de 1925, no município de Sapé, construiu uma vida em meio a lutas por justiça, terra, liberdade e perdas, provocadas pelo regime militar.
Elizabeth é viúva do líder camponês João Pedro Teixeira, que teve sua trajetória retratada em uma narrativa documental pelo cineasta Eduardo Coutinho. João Pedro fundou , em 1958, a Associação dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas de Sapé, a primeira liga camponesa fundada na Paraíba, que passou a atuar a partir da década de 1960, como ferramenta de organização do movimento agrário.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Elizabeth Teixeira fala das Ligas Camponesas em audiência pública realizada em Sapé


Descrição para cegos: foto de Elizabeth Teixeira falando no microfone.
Rememorar é conhecer mais da história, é educar-se, voltando ao passado. Buscando essa compreensão, o nosso blog, através do link abaixo, traz falas pontuais de Elizabeth Teixeira acerca do processo histórico das Ligas Camponesas, em audiência pública da Comissão Nacional da Verdade realizada na cidade de Sapé . Elizabeth é viúva do ex-líder camponês João Pedro Teixeira, e teve participação crucial no movimento dos trabalhadores do campo. (Normando Junior)

terça-feira, 8 de julho de 2014

Escola destina espaço à memória das Ligas Camponesas e homenageia Nego Fuba

Descrição para cegos: Foto antiga de Nego Fuba vestindo um
paletó e com um bigode.
Com a finalidade de rememorar o movimento das Ligas Camponesas e sua ligação com o município de Sapé, a professora de História Áuclia de Lucena Gomes, que leciona no prédio da escola Gentil Lins, onde foram realizadas as primeiras reuniões das Ligas de Sapé, resolveu criar junto com seus alunos, em uma das salas localizada no pátio em que os trabalhadores se reuniam, um canal de acesso direto a fotos, textos e criações artísticas fazendo alusão ao movimento. O ambiente, que agora é memorial e sala de aula ao mesmo tempo, recebeu o nome de "Memorial Nego Fuba", em homenagem a um dos líderes das Ligas, e também desaparecido político pela ditadura militar.

Em meados de 1958, a cidade de Sapé, distante 55 km da capital João Pessoa, ensaiava os primeiros passos do que viria a ser um dos movimentos de maior cunho popular do país: as Ligas Camponesas. Sob comando do trabalhador rural João Pedro Teixeira e com a finalidade de promover a reforma agrária, o movimento logo tomou maiores proporções e repercutiu em vários estados do Brasil.

Além de receber apoio por parte de muitos parlamentares, a exemplo de Assis Lemos, na época Deputado Estadual, e Miguel Arraes, Governador de Pernambuco, as Ligas Camponesas ganharam forte respaldo popular, fomentando as práticas de educação e alfabetização para uma massa de quase 80% de analfabetos.

Situado em Sapé, o Memorial atrela práticas educativas ao resgate da cultura local e, junto com o Memorial das Ligas Camponesas, também localizado naquela cidade, forma um amplo ambiente de discussões históricas.

                                                                                             Normando Junior