Maria Salete Van der Pöel nasceu
em Campina Grande, na Paraíba, na família Agra, uma das mais tradicionais
daquela cidade. Na década de 1960, atuou na Juventude Estudantil Católica, na
Juventude Universitária Católica e na Campanha de Educação Popular da Paraíba (Ceplar)
alfabetizando jovens, adultos, presidiários e prostitutas o que lhe custou
perseguições pelo regime militar. Professora aposentada da UFPB, ela atua na
Educação de Jovens e Adultos com a Rede de Letramento da Paraíba (Releja),
fundada por ela e seu marido, Cornelis Van de Pöel. A repórter Samara Mello a encontrou
para uma conversa sobre seus anos de militância. Dessa conversa surgiu o curta Vermelha por Dentro, de produção de
Samara e edição de Janaína Lacerda. O curta metragem sobre a história de Salete
Van der Pöel você confere em seguida:
Mostrando postagens com marcador Samara Mello. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Samara Mello. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Vermelha por dentro
Marcadores:
Brasil,
Campina Grande,
curta metragem,
ditadura,
educação,
entrevista,
militância,
Paraíba,
regime militar,
Salete Van der Pöel,
Samara Mello
sábado, 18 de junho de 2016
Zuzu Angel: vida que permanece
![]() |
| Descrição para cegos: a foto mostra Zuzu Angel sentada numa mesa de centro com revistas ao seu redor. |
Por Samara Mello
No dia 5 de junho, Zuzu Angel completaria
95 anos. Estilista e mãe, foi uma mulher com uma força e coragem singular. Nascida
em Curvelo, Minas Gerais, mudou-se ainda criança para Belo Horizonte e lá
começou os seus passos na costura criando roupas para as primas. Na juventude
morou na Bahia, de onde carregou as cores e vibrações para suas criações.
Depois de alguns anos, instalou-se no Rio de Janeiro com o marido e o primeiro
filho, Stuart, e investiu tudo que podia em uma loja de roupas em Ipanema. Zuzu
colocava em suas roupas elementos tradicionais da cultura brasileira e de seu
folclore, como as rendas, chitas e estampas com imagens que remetiam à fauna
brasileira.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
IV Colóquio sobre Memória e Verdade - com a professora Monique Cittadino
![]() |
Descrição para cegos: foto mostra a professora Monique e a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor
|
A professora Monique Cittadino foi a convidada da turma de Jornalismo e Cidadania da Universidade Federal da Paraíba para o IV Colóquio sobre Memória e Verdade. O encontro aconteceu no dia 6 de abril de 2016, e nele foram discutidas, entre outros temas, a atuação das Comissões da Verdade pelo país, a importância de se levar para as salas de aula as informações coletadas pelas comissões e um paralelo entre o contexto político e histórico do período pré-golpe de 1964 e a instabilidade política vivida atualmente, com a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Monique Cittadino é chefe do Departamento de História da UFPB e integra a Comissão Municipal da Verdade. Graduada em História pela Universidade Federal da Paraíba, também é mestre em Ciências Sociais pela UFPB e é doutora em História pela USP. Tem experiência na área de História do Brasil, com ênfase em História da Paraíba, atuando principalmente com estudos sobre o período do regime militar iniciado em 1964. O Colóquio foi organizado por Edgley Lemos, Iago Sarinho e Samara Mello.
CONFIRA O COLÓQUIO NA ÍNTEGRA:
1 - Comissões da verdade
A professora faz um balanço da atuação das Comissões da
Verdade em âmbitos nacional, estadual e municipal.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Retratos de Identificação: para ver e nunca esquecer
![]() |
| Descrição para cegos:a imagem mostra a capa do filme "Retratos de Identificação" que contém 4 fotos de presos políticos divididas em duas colunas e seguidas pelo título do longa. |
Por Samara Mello
Um filme feito a partir de memórias
para gerar memórias. É esta a primeira afirmação que me vem sobre o filme Retratos de Identificação (Anita
Leandro, 2014).
O filme nos traz a história de vida de
quatro ex-guerrilheiros, Antônio Roberto Espinosa, Reinaldo Guarany, Chael
Schreier e Maria Auxiliadora Lara Barcellos (Dora).
Como fio condutor para essas histórias,
temos os acervos fotográficos dos instrumentos de repressão da ditadura militar
e a partir daí elas começam a ser narradas.
Sem retoques ou arrodeios, os dois
sobreviventes narram esse parte de suas vidas. Antônio Roberto Espinosa fala da
sua prisão ao lado de Dora e de Chael Schreider, todos pertencentes à Vanguarda
Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Presos no aparelho onde moravam no Rio
de Janeiro, foram levados ao DOPS e em seguida para a Vila Militar onde Chael
Schereier foi morto.
Marcadores:
Anita Leandro,
Antônio Roberto Espinosa,
Chael Schereier,
cinema,
Ditadura Militar,
DOPS,
filme,
Maria Auxiliadora Lara Barcelos,
Reinaldo Garany,
Retratos de Identificação,
Samara Mello,
VAR-Palmares
sábado, 23 de abril de 2016
Comissão da Verdade da Paraíba publica nota de repúdio a Jair Bolsonaro
![]() |
| Descrição para cegos: a imagem mostra fotos do período ditatorial ao fundo e o título "Comissão Estadual da Verdade" seguido pelo brasão do Governo da Paraíba. |
A Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba publicou quarta-feira (20) uma nota de repúdio à postura do deputado Jair Bolsonaro (PSC – RJ) na votação para o prosseguimento do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseuff, ocorrida no último domingo (17). Na nota, a Comissão ressalta a necessidade de providências na Câmara dos Deputados e por parte do Ministério Público Federal para punir o deputado. Leia a nota abaixo (Samara Mello).
Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da
Memória do Estado da Paraíba
NOTA DE REPÚDIO
A Comissão Estadual da Verdade e da
Preservação da Memória do Estado da Paraíba vem tornar público seu repúdio à
postura do Deputado Jair Bolsonaro, do Partido Social Cristão do Rio de
Janeiro, que, em seu voto a favor do impeachment da Presidenta Dilma Vanna
Rousseff (ou Golpe de Estado sem as baionetas até agora), dedicou seu voto ao Coronel
Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do Destacamento de Operações
Internas (DOI-CODI) entre 1970 e 1974.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Elizabeth Teixeira: 90 anos de vida e de luta
![]() |
| Descrição para cegos: A foto mostra Elizabeth Teixeira olhando diretamente para a câmera. |
Marcadores:
90 anos,
aniversário,
assassinato,
coragem,
Elizabeth Teixeira,
João Pedro Teixeira,
Liga Camponesa,
luta pela terra,
Nordeste,
Paraíba,
reforma agrária,
Samara Mello,
Sapé
domingo, 8 de março de 2015
A ditadura no Uruguai, por Oscar Destouet
![]() |
| Descrição para cegos: a foto mostra o historiador Oscar Destouet de perfil. |
Marcadores:
democracia,
ditadura,
entrevista,
história,
memória,
Oscar Destouet,
Resistência,
Samara Mello,
Uruguai,
VIII Seminário Internacional de Direitos Humanos da UFPB
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Para compreender melhor a ditadura
O site da Revista Fórum traz uma lista de 50 filmes para compreender melhor o
período da Ditadura Militar no Brasil. Dentre os filmes, há biografias como a
de Jango (1984) e a de Zuzu Angel (2006), documentários como Vlado: 30 anos
(2005) e Cabra Marcado Para Morrer (1984) e também filmes de ficção como o Em
Teu Nome (2009). Além do valor histórico desses filmes, alguns deles são obras
primas do cinema nacional como o filme de Bruno Barreto, O Que é Isso,
Companheiro? (1997). Vale a pena conferir para saber mais da história do Brasil
e para que aqueles dias de tortura e dor jamais sejam esquecidos ou repetidos. (Samara
Mello)
domingo, 12 de outubro de 2014
Prêmio Vladimir Herzog tem vencedor paraibano
![]() |
| Descrição para cegos: imagem mostra o logotipo da premiação, um V seguido de um H e uma gota vermelha, seguido pela legenda "3º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos". |
Os vencedores do Prêmio Jornalístico
Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos foram
conhecidos no último dia 30 de setembro, em uma sessão pública da Câmara
Municipal de São Paulo.
O prêmio acontece em âmbito nacional
e tem oito categorias. Ele promove o reconhecimento de jornalistas com
trabalhos voltados à promoção da democracia, cidadania e direitos humanos e
sociais.
Nesta edição, o vencedor da categoria
Rádio foi o jornalista da CBN João Pessoa Hebert Araújo. Ele conquistou o
prêmio com a matéria “História de Flor”, na qual narra a vida da líder sindical
paraibana Margarida Maria Alves, assassinada em 1983.
Assinar:
Postagens (Atom)








