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terça-feira, 14 de novembro de 2017

A farsa de Quintino


Descrição para cegos: montagem com fotos das três vítimas e, abaixo de cada foto, o nome de uma delas. Foto: jornalistas.org.br

Por Marina Ribeiro

Avenida Suburbana 8.985, número 72, bairro de Quintino, Rio de Janeiro. Ali, em 29 de março de 1972, agentes do DOI-Codi foram recebidos a tiros ao entrar em um aparelho subversivo da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR- Palmares). Revidando em legítima defesa, os agentes mataram três militantes. Essa foi a versão oficial do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) na época. Porém, mais de 40 anos depois, a verdade veio à tona.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Da tortura à resistência


Descrição para cegos: foto da entrada do memorial, onde está escrito “Memorial da Resistência de São Paulo: conquistas e desafios” ao lado da marca da instituição, constituída de 3 linhas horizontais e 3 verticais, que sugerem grades e cruzes (de Larissa Isabelle Herrera Diaz).

Por Marina Ribeiro

A partir da década de 1920, vários estados brasileiros criaram seus órgãos de repressão a crimes políticos, tendo, quase sempre, a sigla Dops para designar Departamento (ou delegacia) de Ordem Política e Social. Sob o governo
O de São Paulo foi o mais conhecido. Durante o Estado Novo e, principalmente, o Regime Militar, o Dops paulista agiu com mais intensidade para reprimir os “inimigos do sistema”. Investigou e fiscalizou movimentos sociais, greves, sindicatos, manifestações, e prendeu aqueles que apresentavam riscos ao regime.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

O calvário de Frei Tito


Descrição para cegos: foto de Frei Tito
olhando para a câmera.

 Por Marina Ribeiro




Nascido em Fortaleza, Tito de Alencar Lima mudou-se para Recife em 1963, com apenas 18 anos, para assumir a direção da Juventude Estudantil Católica. Em 1966, entrou para o noviciado dos dominicanos em Belo Horizonte e, no ano seguinte, foi estudar Filosofia na USP.
       Em 1968, Tito foi preso por sua participação em um congresso clandestino da União Nacional dos Estudantes (UNE), no interior de São Paulo. Perseguido pela repressão militar, foi preso novamente em novembro de 1969, acusado de colaborar com Carlos Marighella, um dos líderes do movimento contra a ditadura. Levado para o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) pelo delegado Sergio Fleury, ele foi torturado por 30 dias, antes de seguir para o Presídio Tiradentes.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Ditadura também foi corrupta

Descrição para cegos: Foto do delegado
Fleury, de frente para a câmera, com o 
olhar desviado para o seu lado direito.
Por Rebeca Neto

        Tendo em vista os recentes escândalos políticos de corrupção, muitos manifestantes têm ido às ruas para reivindicar mudanças no cenário político do Brasil. Nos protestos, são erguidas as bandeiras das Diretas Já! e as que pedem a volta do regime militar. É importante, portanto, lembrar que a Ditadura, foi, na verdade, o palco de alguns dos maiores escândalos de corrupção da história do país.
        Indicado como o líder do Esquadrão da Morte, grupo que realizou diversos extermínios, como a Chacina da Lapa, Sérgio Fernando Paranhos Fleury foi investigado por vários crimes cometidos durante o regime militar. Tráfico de drogas, torturas, assassinatos e extermínios foram algumas das atrocidades cometidas pelo delegado.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Pesquisa revela atuação do DOPS na ditadura

Descrição para cegos: a imagem mostra várias fichas criminais com fotos de presos segurando uma placa com número de identificação.
Na história da repressão aos movimentos sociais do Brasil, a sigla tem lugar destacado, mas não de forma relevante. DOPS podia denominar “departamento”, “delegacia” ou “divisão”, seguindo-se o complemento “de Ordem Política e Social”. Tanto no Estado Novo quanto na ditadura militar, tinha como competência o controle da produção de conteúdo e a repressão aos movimentos de oposição, muitas vezes transgredindo até a legislação do regime de exceção. No site do Jornal da UEM (Universidade Estadual de Maringá) está disponível uma matéria falando sobre a organização e funcionamento desse órgão de controle social. (Gabriela Güllich)

terça-feira, 24 de maio de 2016

Retratos de Identificação: para ver e nunca esquecer

Descrição para cegos:a imagem mostra a capa do filme "Retratos de Identificação"
que contém 4 fotos de presos políticos divididas em duas colunas e seguidas pelo título
do longa.
Por Samara Mello

Um filme feito a partir de memórias para gerar memórias. É esta a primeira afirmação que me vem sobre o filme Retratos de Identificação (Anita Leandro, 2014).
O filme nos traz a história de vida de quatro ex-guerrilheiros, Antônio Roberto Espinosa, Reinaldo Guarany, Chael Schreier e Maria Auxiliadora Lara Barcellos (Dora).
Como fio condutor para essas histórias, temos os acervos fotográficos dos instrumentos de repressão da ditadura militar e a partir daí elas começam a ser narradas.
Sem retoques ou arrodeios, os dois sobreviventes narram esse parte de suas vidas. Antônio Roberto Espinosa fala da sua prisão ao lado de Dora e de Chael Schreider, todos pertencentes à Vanguarda Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Presos no aparelho onde moravam no Rio de Janeiro, foram levados ao DOPS e em seguida para a Vila Militar onde Chael Schereier foi morto.