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terça-feira, 11 de julho de 2017

Dois dedos: um da vida, outro da morte

Descrição para cegos: capa do disco Pelas Ruas,
 de Carlinhos Vergueiro, na qual aparece seu rosto
 em close.
Por Rebeca Neto
  
Os anos 60 marcam o ponto alto da Música Popular Brasileira. A crise política que o país enfrentava e a intensa repressão foram o terreno fértil em que floresceram artistas que são, hoje, consagrados.
Em 1977, em parceria, Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino, compuseram uma música que revive esse grande momento da MPB. Conhaque retoma os tempos de festivais da canção popular do final dos anos 60 e de confrontos políticos. Para isso, os autores trabalharam a canção fazendo referências às músicas que marcaram a época.
Como uma bebida quente sendo tomada num rigoroso inverno, Conhaque retrata um tempo de vândalos nas madrugadas, de alegrias, travessias e correrias desesperadas: a Ditadura.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

VI Colóquio de Memória e Verdade, com Nazaré Zenaide

Descrição para cegos: foto da professora Nazaré Zenaide falando durante o colóquio. Ela aparece sendo captada pela câmera, que está em primeiro plano, em cujo visor pode-se ver sua imagem.

O VI Colóquio de Memória e Verdade, realizado no dia 30 de março de 2017 para a disciplina de Jornalismo, Cidadania e Direitos Humanos, do Curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba, teve como convidada a professora Nazaré Zenaide, docente do Departamento de Serviço Social da UFPB e integrante do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos e da Comissão Municipal da Verdade de João Pessoa. O Colóquio foi organizado por Cibelle Torres, Marcella Machado, Marisa Rocha, Matheus Couto e Rebeca Neto.

ASSISTA A SEGUIR AO COLÓQUIO

1- Ensino e construção da memória e da verdade
Neste vídeo, a professora destaca a importância dos estudos sobre Memória e Verdade para compreender o período da ditadura e para a construção da democracia, além de discorrer sobre o papel fundamental das disciplinas de Direitos Humanos nesse processo. Nazaré destaca ainda o papel das Comissões da Verdade no descobrimento dos crimes e violações do Regime Militar.


segunda-feira, 19 de junho de 2017

No Brasil, tudo ou nada?

Descrição para cegos: capa do livro A Ditadura é 
Assim. Nela, vê-se, acima, o título, seguido dos
 nomes do autor e ilustrador. No centro, desenho
 de um homem representando um ditador. Ele
 veste terno, botas e faixa de governante. Tem 
mão direita sobre uma coluna grega que 
esmaga pessoas. 
Por Rebeca Neto

        Concentrada, estudando sobre a Ditadura, não percebi em qual momento exatamente ela entrou no quarto. Conflitando com as ideias que ecoavam na minha mente, escutei uma voz conhecida lendo devagar um trecho do que eu acabara de escrever: “...a Ditadura...”. Quando olhei para o lado e identifiquei a dona da voz, com orgulho, eu sorri: era a minha irmã, de 6 anos, que estava aprendendo a ler.
“Bequinhas – como carinhosamente me chama -, o que é ‘Ditadura’?", disparou, com a curiosidade pertinente à sua idade, logo que a percebi deitada ao meu lado. Tentei utilizar uma linguagem adequada para atender seu pedido, mas, constatei que isso não seria suficiente para satisfazer o entusiasmo que a tomou no momento.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Jaz a memória dos pretos novos

Descrição para cegos: Foto de um dos ambientes do Instituto de Pesquisa e Memória 
Pretos Novos. Em uma parede, vê-se 5 quadros com textos e imagens. Em frente ao 
segundo quadro, está uma visitante. No fundo, parede revestida com nomes de pessoas. Há fotos de escravizados penduradas no alto da sala. No centro, vê-se uma pirâmide de vidro que protege ossadas encontradas nas escavações.
Por Rebeca Neto

A prefeitura do Rio de Janeiro cortou subsídios do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos e, assim, o maior cemitério de escravos da América fechará as portas. O instituto, que integra o Memorial dos Pretos Novos, já teve, aproximadamente, 70 mil visitas.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Ditadura também foi corrupta

Descrição para cegos: Foto do delegado
Fleury, de frente para a câmera, com o 
olhar desviado para o seu lado direito.
Por Rebeca Neto

        Tendo em vista os recentes escândalos políticos de corrupção, muitos manifestantes têm ido às ruas para reivindicar mudanças no cenário político do Brasil. Nos protestos, são erguidas as bandeiras das Diretas Já! e as que pedem a volta do regime militar. É importante, portanto, lembrar que a Ditadura, foi, na verdade, o palco de alguns dos maiores escândalos de corrupção da história do país.
        Indicado como o líder do Esquadrão da Morte, grupo que realizou diversos extermínios, como a Chacina da Lapa, Sérgio Fernando Paranhos Fleury foi investigado por vários crimes cometidos durante o regime militar. Tráfico de drogas, torturas, assassinatos e extermínios foram algumas das atrocidades cometidas pelo delegado.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Evento discutiu o autoritarismo que se perpetua no cenário político

Descrição para cegos: foto do auditório durante o evento. Veem-se
 os quatro palestrantes na mesa e pessoas ocupando cadeiras 
no auditório.
Realizada quinta-feira, a mesa redonda Estamos Livres do Autoritarismo? O Estado Novo faz 80 anos fez parte do II Encontro Nacional de História Política. Organizado pelo Grupo de Trabalho de História Política de Associação Nacional de História, o evento foi da quinta-feira ao domingo, na UFPB. A mesa refletiu sobre os tempos de tirania do Estado Novo e como o cenário de repressão se perpetua na política brasileira. Um exemplo dado foi o que aconteceu quarta-feira em Brasília contra manifestantes que protestavam contra o governo federal. Realizada por centrais sindicais e ativistas políticos, a manifestação foi brutalmente rechaçada pela Polícia Militar e pela Força Nacional. Fizeram parte da mesa redonda professores da PUC-Rio Grande do Sul e da Universidade Federal de Campina Grande. Também esteve presente a pesquisadora visitante sênior na UniRio, professora Ângela Maria de Castro Gomes.

terça-feira, 28 de março de 2017

Ex-presos políticos lançam livro escrito na prisão denunciando a ditadura

Descrição para cegos: foto de Aton Fon olhando para a
câmera. Atrás dele há cadeiras de um auditório e algumas
pessoas conversando.
A Repressão Militar-Policial no Brasil – O livro chamado João foi gerado nos anos 1970, enquanto os autores eram presos políticos da ditadura. O livro teve autoria coletiva de nove militantes, dentre os quais Aton Fon e Manoel Cyrillo, que, na última terça-feira, foram à UFPB para lançá-lo. Para Aton Fon, o livro é uma prova histórica da repressão, mas, também, de resistência.
Ouça a entrevista que fiz com Aton para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Rebeca Neto)

quarta-feira, 15 de março de 2017

Luta de classes foi a força motriz de processos históricos no Brasil

Descrição para cegos: foto do professor Henrique Wellen olhando 
para a câmera. Ele está diante de uma parede onde há dois 
quadros. Em um deles se vê uma foto de Karl Marx. 
Foto: Luana Silva/Espaço Experimental
A afirmação é do professor Henrique Wellen, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, doutor em Serviço Social. Segundo ele, analisar esse fenômeno sociológico é fundamental para compreender a história. No Brasil, grandes acontecimentos foram desencadeados pela relação de exploração de uma classe sobre a outra. Segundo o professor, estudos da luta de classe são importantes para que os povos entendam seu passado e as opressões que sofrem. Ouça a entrevista que a repórter Luana Silva realizou para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Rebeca Neto)

domingo, 5 de março de 2017

Ex-ministra vê direitos reprodutivos e sexuais femininos ameaçados

Descrição para cegos: foto de Eleonora Menicucci olhando
 para a câmera.
       Eleonora Menicucci disse que as reformas adotadas pelo governo federal são hostis ao sexo feminino. Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres durante o mandato de Dilma Rousseff, ela considera que as mulheres são as mais ameaçadas, pois não têm direitos garantidos nas reformas do governo Temer. Ex-professora do Departamento de Ciências Sociais da UFPB, Eleonora Menicucci foi a homenageada do CCHLA Conhecimento em Debate.
        Ouça a entrevista que fiz com Eleonora para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Rebeca Neto)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Semana Elizabeth Teixeira hasteou a reforma agrária como bandeira

Descrição para cegos: foto de Bárbara Zen sorrindo para a câmera. 
Bárbara Zen, organizadora do evento e integrante da coordenação do Memorial das Ligas Camponesas, destacou a importância da comemoração. Para ela, a oportunidade de homenagear Elizabeth Teixeira é também um momento propício para discutir a reforma agrária. A homenagem engajou educadores e artistas paraibanos, que buscaram narrar os 92 anos de trajetória da líder camponesa. Poemas e canções marcaram o enredo da comemoração. Confira a entrevista que realizei com Bárbara Zen para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB, na qual ela anunciou campanha para financiar o anexo do Memorial das Ligas Camponesas. (Rebeca Neto)