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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Pesquisa revela atuação do DOPS na ditadura

Descrição para cegos: a imagem mostra várias fichas criminais com fotos de presos segurando uma placa com número de identificação.
Na história da repressão aos movimentos sociais do Brasil, a sigla tem lugar destacado, mas não de forma relevante. DOPS podia denominar “departamento”, “delegacia” ou “divisão”, seguindo-se o complemento “de Ordem Política e Social”. Tanto no Estado Novo quanto na ditadura militar, tinha como competência o controle da produção de conteúdo e a repressão aos movimentos de oposição, muitas vezes transgredindo até a legislação do regime de exceção. No site do Jornal da UEM (Universidade Estadual de Maringá) está disponível uma matéria falando sobre a organização e funcionamento desse órgão de controle social. (Gabriela Güllich)

sábado, 3 de dezembro de 2016

Como beber dessa bebida amarga?

Descrição para cegos: a imagem mostra um desenho com o busto de Elizabeth Teixeira respingado com vinho. Por cima do papel está uma taça de vinho caída.
Por Gabriela Güllich

Pai, afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta”
       
         A música de Chico Buarque e Gilberto Gil sintetiza uma súplica por algo que se deseja ver à distância. Esse pedido serve tanto para o “cálice” de vinho tinto de sangue das vítimas de tortura, quanto para o “cale-se” imposto pela repressão. Seguindo a metáfora da música, a matéria apresenta uma série de ilustrações feitas em nanquim e vinho tinto. Baseada no material Compartilhando Memórias, cada ilustração traz consigo o relato de uma vivência sob a ditadura. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Memórias da Ditadura

Descrição para cegos: a imagem mostra um recorte de jornal com a manchete "Terroristas já embarcaram: banidos 68 expulsos 2"
O site Documentos Revelados é um espaço de referência histórica que disponibiliza documentos, vídeos e fotos do período da ditadura. Na área reservada para imagens, o site organizou um acervo com registros de entrevistas, notas oficiais e até mesmo notícias plantadas pelos órgãos de repressão do regime. Esse material importante para estudiosos da comunicação de massa, jornalistas e historiadores pode ser acessado por este link. (Gabriela Güllich)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Obras censuradas pela ditadura

Descrição para cegos: a imagem mostra as letras das músicas "Cálice" e "Bolsa de Amores", ambas carimbadas com a palavra "VETADO"
A revolução social e artística ocorrida no mundo entre as décadas de 1960 e 1970 se deu no Brasil de forma mais difícil do que na maioria dos países. Por aqui havia um severo sistema de vigilância controlando qualquer expressão transgressora, fosse por razões políticas ou “em defesa da moral e dos bons costumes”. Entre filmes, livros, músicas e até capas de discos, o site Hypeness elaborou uma lista com obras que foram censuradas por irem contra os padrões ideológicos ou morais impostos pelo Regime Militar. (Gabriela Güllich)

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Repressão e seus métodos

Descrição para cegos: a imagem mostra três policiais cercando um cidadão. Um dos policiais está montado em um cavalo enquanto os outros dois estão no chão. 

A ditadura militar teve como um dos meios de sustentação a forte repressão aos opositores. Essa repressão se dava tanto por meios legais, sustentados por uma legislação criada com esse objetivo, quanto ilegais. O portal Memórias da Ditadura, do Vlado Educação – Instituto Vladimir Herzog, foi criado com o intuito de divulgar a História do período de 1964 a 1985. Em um artigo rico em referências, é mostrado como o Estado combatia aqueles chamados de “subversivos”, uma repressão baseada em censura, prisões, tortura e desaparecimentos. (Gabriela Güllich)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

"Qual Julinho? O da Adelaide"

Descrição para cegos: a foto mostra o desenho de um homem de cabelo ondulado e bigode, com duas cicatrizes no rosto, característica do personagem criado por Chico Buarque. Ao fundo, uma manchete de jornal: "O samba duplex e pragmático de Julinho da Adelaide"
Por Gabriela Güllich
Em setembro de 1974, Mário Prata, então repórter no jornal Última Hora, publicou uma entrevista com Julinho da Adelaide, compositor que vinha ganhando fama no espaço da MPB. Nessa entrevista, Julinho contou, entre outras coisas, como acabou ficando conhecido no meio artístico e de onde veio seu nome. “Eu me chamo Julinho da Adelaide porque todo mundo só me chama assim lá no morro. Acontece que a minha mãe é mais famosa do que eu lá no Rio. Minha mãe é célebre(...) O feijão branco dela é conhecido lá no morro. Então todo mundo perguntava assim: qual Julinho? O Julinho da Adelaide”.

sábado, 19 de novembro de 2016

Cildo Meireles e a arte como denúncia

Descrição para cegos: a imagem mostra uma nota de 1 cruzeiro carimbada com a frase "Quem matou Herzog?"
Por Gabriela Güllich

“A reprodução dessa peça é livre e aberta a toda e qualquer pessoa”. A frase era usada por Cildo Meireles ao final de suas produções. O artista defendia uma visão de arte enquanto meio de democratização da informação e da sociedade. Por esse motivo, seu trabalho apresentava uma notável preocupação social.

domingo, 25 de setembro de 2016

V Colóquio Memória e Verdade, com o professor Rodrigo Freire

Descrição para cegos: imagem mostra Rodrigo Freire sentado diante de um quadro de vidro. Ele está falando olhando para a sua direita. Em primeiro plano aparece a câmera de filmagem e, no visor desta, a imagem do professor.

O professor Rodrigo Freire foi o convidado da turma de Jornalismo e Cidadania da Universidade Federal da Paraíba para o V Colóquio sobre Memória e Verdade, ocorrido no dia 8 de setembro de 2016. Ele é Presidente da Comissão Municipal da Verdade e Vice-Diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFPB. Graduado em História por essa universidade, também é mestre em Ciência Política pela UFPE e é doutor em Ciências Sociais – Estudos Comparados das Américas, pela Universidade de Brasília. Tem experiência com estudos nas áreas relativas a Democracia, Partidos Políticos e Eleições, História da Esquerda, Direitos Humanos, Desenvolvimento e Políticas Públicas. O Colóquio foi organizado por Bianca Patrícia, Gabriela Güllich e Marina Cabral.

CONFIRA O COLÓQUIO NA ÍNTEGRA:



1 - Justiça de Transição

O professor explica o que é justiça de transição e como ela começa no Brasil.





segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Nas ruas, contra o impeachment – ensaio de Gabriela Güllich


Descrição para cegos: imagem mostra fogueira feita por manifestantes para queimar fotos dos apoiadores do impeachment. No chão, estão sendo queimadas as fotos do senador Cássio Cunha Lima e do deputado Hugo Motta.

     Após a votação do Senado que aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, o grupo Mulheres & Cultura na Paraíba organizou o ato “Manifestação contra o golpe!”, uma mobilização popular que teve concentração inicial na Praça da Paz e de lá seguiu para o campus da UFPB. Este ensaio registra parte do protesto.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

A ditadura brasileira e os quadrinhos

Descrição para cegos: charge de Henfil mostra uma multidão com faixas e cartazes escritos "Diretas já!", "O voto é nosso", "PQP", "Vote ou deixe-o", "Não ria de mim, Argentina", "FDP", "Aqui Teotônio", "Gaviões das Diretas" e "Queremos votar" encarando um único militar que segura um cassetete e grita por um megafone:"Voltem para suas casas! O povo é ilegal...".
    
 Apesar de toda censura e repressão, a ditadura não foi capaz de calar todas as vozes que gritavam por liberdade. Em meio ao regime militar de 1964, vários artistas deixaram sua marca se posicionando contra aquele ataque à democracia. Samir Naliato fez para o seu site Universo HQ uma lista de dez obras que abordam esse tema. A lista está disponível neste link. (Gabriela Güllich)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Lançada Frente Paraibana Escola Sem Mordaça

Descrição para cegos: foto mostra uma jovem amordaçada segurando o manifesto da Frente Paraibana Escola sem Mordaça.

Por Gabriela Güllich


Ocorreu na última quinta-feira (11/08), no Centro de Vivências da UFPB, o lançamento da Frente Paraibana Escola Sem Mordaça, que reúne sindicatos, entidades e organizações da sociedade civil, com o intuito de estimular uma mobilização democrática contra o movimento Escola Sem Partido.
Para o debate, foram convidados Fabiano Farias, coordenador nacional do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica, e Jacqueline Lima, professora da Universidade Federal de Goiás e diretora do Andes/Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Resistindo sem Temer

Descrição para cegos: foto mostra o auditório do CCJ lotado, tendo, em primeiro
plano, um grupo de mulheres mostrando cartazes com frases como  "Fora Temer",
"Nenhum direito a menos" e "Não ao golpe". 
Por Gabriela Güllich 
    
     Tem sido notável a atuação do movimento estudantil na campanha contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Isso é perceptível nas manifestações de rua, nas escolas e em eventos como o que aconteceu na última sexta-feira, no Centro de Ciências Jurídicas da UFPB, para o lançamento do livro A Resistência ao Golpe de 2016