segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Rato Miúdo

Descrição para cegos: a imagem mostra a capa do disco Refazenda de Gilberto Gil, composta por uma foto do cantor sentado no chão enquanto come, e sobre esse retrato foram colocados desenhos e outras fotos. 

Por Bianca Patrícia

Rato Miúdo é uma música escrita pelo compositor e também cineasta Jorge Alfredo Guimarães e gravada por Gilberto Gil. A canção deveria ter sido incluída no LP Refazenda, que Gil lançou em 1975, mas foi proibida pela censura mantida pela ditadura. Permaneceu praticamente inédita até que, no dia 18 de outubro, foi finalmente divulgada pelo próprio autor no YouTube.

sábado, 19 de novembro de 2016

Cildo Meireles e a arte como denúncia

Descrição para cegos: a imagem mostra uma nota de 1 cruzeiro carimbada com a frase "Quem matou Herzog?"
Por Gabriela Güllich

“A reprodução dessa peça é livre e aberta a toda e qualquer pessoa”. A frase era usada por Cildo Meireles ao final de suas produções. O artista defendia uma visão de arte enquanto meio de democratização da informação e da sociedade. Por esse motivo, seu trabalho apresentava uma notável preocupação social.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Jornal Versus: denunciando a opressão

Descrição para cegos: a imagem mostra uma das capas do Jornal Versus, onde o desenho de um homem com as mão ao lado do rosto é repetido várias vezes e embaixo dele está escrito: "Eu fui condenado à morte. (Confissões de um repórter argentino) Eu me condenei à morte. (Diário de um escritor peruano). Nós vivemos na morte. (A vida num hospício mineiro). Eduardo Galeano. Pereival de Souza. Michel Foucault: entrevista. João Antônio."

O jornal Versus foi um periódico bimestral alternativo criado pelo jornalista Marcos Faerman para denunciar a opressão que a América Latina vinha sofrendo em meio a ditaduras. O veículo era atrativo esteticamente, pela sua diversidade de textos, fotografias, quadrinhos e desenhos, e também cumpria a sua proposta de usar a cultura como forma de intervenção política. O site Marcos Faerman, criado em homenagem ao jornalista, disponibiliza algumas das edições do impresso. Veja aqui. (Bianca Patrícia)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

O legado de Marighella


Descrição para cegos: Cartaz do ato em homenagem a Carlos Marighella, trazendo a imagem do político e os dizeres: "4 de novembro, 10:30h, Alameda Casa Branca, altura do nº 800. Homenagem ao Comandante Marighella, assassinado em 1969.
No último dia 4 foi realizado o ato Homenagem ao Comandante Marighella – Assassinado em 1969, lembrando sua morte há 47 anos. Sua memória e legado ainda são lembrados por militantes e movimentos populares. A matéria do site Brasil de Fato traz a história do político, bem como depoimentos de companheiros e da viúva, Clara Charf. Conheça a história dessa importante figura durante a ditadura e a sua atuação aqui. (Marina Cabral)

domingo, 13 de novembro de 2016

Rose Nogueira e a resistência

Descrição para cegos: a imagem mostra uma foto em preto e branco da jornalista Rosemeire Nogueira.

O site Memórias da Ditadura disponibilizou uma pequena biografia da jornalista Rosemeire Nogueira Clauset, antiga militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) que foi presa durante o regime militar. Sua prisão ocorreu 33 dias após o nascimento do seu filho e no dia da morte de Carlos Marighella, líder da ALN e seu amigo. Esteve presa na mesma cela que Dilma Rousseff e trabalhou na TV Cultura com Vladimir Herzog. Conheça a sua história durante a ditadura e a sua atuação contemporânea na luta pelos direitos humanos aqui. (Bianca Patrícia)

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Antonio Benetazzo: arte tirada da clandestinidade

Descrição para cegos: a imagem é uma  pintura de Antonio Benetazzo que mostra um homem visto de frente fumando um cigarro.

Por Bianca Patrícia

Antonio Benetazzo foi um artista plástico e militante político que atuou com empenho durante a ditadura militar. Ativista do Partido Comunista Brasileiro, desde cedo, em sua vida acadêmica, mostrou-se muito engajado na atuação em movimentos estudantis e na política do país. Tal engajamento o fez, junto a companheiros de luta, criar o Molipo – Movimento de Libertação Popular – uma organização revolucionária guerrilheira que pode ter sido o principal motivo para o seu assassinato pelos militares em 1972.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A ditadura em três minidocumentários

Descrição para cegos: a imagem mostra uma foto em preto e branco onde um policial segura um porrete apoiado nas costas.


O Instituto Vladimir Herzog disponibilizou em seu canal no YouTube três minidocumentários que relatam todo o processo do período ditatorial brasileiro. Com média de 8 minutos, os vídeos tratam desde a instauração da ditadura e seus precedentes, o ápice da repressão, estratégias da oposição, grandes lutas e personagens importantes, até o final do regime militar. (Bianca Patrícia)

Veja os documentários aqui:

sábado, 29 de outubro de 2016

Nova conquista das Avós da Praça de Maio

Descrição para cegos: a imagem mostra uma foto em preto e branco de um casal segurando um bebê.

As Avós da Praça de Maio – organização de direitos humanos que trabalha para a localização e restituição de crianças sequestradas ou desaparecidas na ditadura militar argentina – divulgou recentemente a recuperação de mais um neto perdido. O homem, que atualmente tem 40 anos, é um dos 121 netos separados de suas famílias durante esse regime autoritário. O site Brasil de
Fato trouxe um pouco sobre a história de seus pais e a respeito da emboscada que levou ao seu desaparecimento. Veja a matéria completa aqui. (Bianca Patrícia)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O Pasquim: jornalismo criativo e de resistência

Descrição para cegos: a imagem contém um papel escrito "O Pasquim" e logo abaixo "a subversão do humor". 

Por Bianca Patrícia

O Pasquim foi um semanário alternativo brasileiro de grande importância na oposição ao regime militar que dialogou intensivamente com a contracultura à medida em que a repressão crescia no país. Foi idealizado no final de 1968 pelo cartunista Jaguar (Sérgio Jaguaribe), e pelos jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral.
Teve a sua primeira edição em 26 de junho de 1969, mesmo ano em que foi instaurada a censura prévia aos meios de comunicação no país. Resultou em um grande sucesso editorial: em seu auge chegou a alcançar uma tiragem de 200 mil exemplares.

domingo, 25 de setembro de 2016

V Colóquio Memória e Verdade, com o professor Rodrigo Freire

Descrição para cegos: imagem mostra Rodrigo Freire sentado diante de um quadro de vidro. Ele está falando olhando para a sua direita. Em primeiro plano aparece a câmera de filmagem e, no visor desta, a imagem do professor.

O professor Rodrigo Freire foi o convidado da turma de Jornalismo e Cidadania da Universidade Federal da Paraíba para o V Colóquio sobre Memória e Verdade, ocorrido no dia 8 de setembro de 2016. Ele é Presidente da Comissão Municipal da Verdade e Vice-Diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFPB. Graduado em História por essa universidade, também é mestre em Ciência Política pela UFPE e é doutor em Ciências Sociais – Estudos Comparados das Américas, pela Universidade de Brasília. Tem experiência com estudos nas áreas relativas a Democracia, Partidos Políticos e Eleições, História da Esquerda, Direitos Humanos, Desenvolvimento e Políticas Públicas. O Colóquio foi organizado por Bianca Patrícia, Gabriela Güllich e Marina Cabral.

CONFIRA O COLÓQUIO NA ÍNTEGRA:



1 - Justiça de Transição

O professor explica o que é justiça de transição e como ela começa no Brasil.





quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Aduf-PB publica palestra de Safatle no YouTube

Descrição para cegos: na foto retirada do vídeo, da esquerda para a direita estão sentados à mesa de debate Vladimir Safatle, o representante da Aduf-PB, Alexandre Nader, e a professora Rosa Godoy.

Quem perdeu a palestra do filósofo e professor Vladimir Safatle que teve como tema O Conservadorismo na Atualidade Brasileira já pode assisti-la no YouTube. A Aduf-PB, o sindicato dos professores da Universidade Federal da Paraíba, disponibilizou a gravação naquele site. A palestra ocorreu no dia 31 de agosto, dentro do projeto Realidade Brasileira e Universidade. Nela, o professor da Universidade de São Paulo (USP) analisou a situação política brasileira, estabelecendo o fim do que o Brasil conhece por “Nova República”. Confira o vídeo aqui. (Marina Cabral)

terça-feira, 13 de setembro de 2016

A música inerente à luta

Descrição para cegos: a imagem mostra a capa do LP
Cantata pra Alagamar, que é composta por três fotos de
camponeses reunidos e o nome da obra na parte superior. 

Por Bianca Patrícia

A Cantata pra Alagamar não se trata da utilização de uma luta como mero eixo temático para composições, mas da música como instrumento a serviço do povo para mudar ou resistir a uma realidade imposta. Sua história começa na fazenda Grande Alagamar, que abrigava centenas de pessoas que viviam do cultivo de suas terras. Com a morte do seu dono, Arnaldo Araújo Maroja, em 1975, a propriedade foi vendida, e os seus novos donos tentaram expulsar os agricultores que ali viviam. Observe-se que o país vivia sob a ditadura militar.
Deu-se início ao conflito: de um lado estavam os camponeses com apoio da igreja católica, intelectuais e militantes. Do outro estavam os novos donos das terras junto aos seus jagunços, pistoleiros e a Polícia Militar. A cantata tinha como propósito evidenciar o conflito que estava acontecendo em Itabaiana, indo contra a iniquidade que tentava suprimir o direito dos agricultores de continuar nas terras.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Nas ruas, contra o impeachment – ensaio de Gabriela Güllich


Descrição para cegos: imagem mostra fogueira feita por manifestantes para queimar fotos dos apoiadores do impeachment. No chão, estão sendo queimadas as fotos do senador Cássio Cunha Lima e do deputado Hugo Motta.

     Após a votação do Senado que aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, o grupo Mulheres & Cultura na Paraíba organizou o ato “Manifestação contra o golpe!”, uma mobilização popular que teve concentração inicial na Praça da Paz e de lá seguiu para o campus da UFPB. Este ensaio registra parte do protesto.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Livro propõe discutir a ditadura na sala de aula

Descrição para cegos: livro "Direito à memória e à verdade: Saberes e praticas docentes" a capa contém uma jaula arrebentada e uma pomba voando

Por Marina Cabral

Na última quinta-feira (25), foi lançado na UFPB o livro Direito à memória e à verdade: Saberes e práticas docentes, elaborado pelas professoras Lúcia de Fátima Guerra Ferreira, Maria de Nazaré Tavares Zenaide e Vilma Lurdes Barbosa e Melo, com a colaboração de Márcia de Albuquerque e Carmélio Reynaldo Ferreira e ilustrações por Flávio Tavares.