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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O Pasquim: jornalismo criativo e de resistência

Descrição para cegos: a imagem contém um papel escrito "O Pasquim" e logo abaixo "a subversão do humor". 

Por Bianca Patrícia

O Pasquim foi um semanário alternativo brasileiro de grande importância na oposição ao regime militar que dialogou intensivamente com a contracultura à medida em que a repressão crescia no país. Foi idealizado no final de 1968 pelo cartunista Jaguar (Sérgio Jaguaribe), e pelos jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral.
Teve a sua primeira edição em 26 de junho de 1969, mesmo ano em que foi instaurada a censura prévia aos meios de comunicação no país. Resultou em um grande sucesso editorial: em seu auge chegou a alcançar uma tiragem de 200 mil exemplares.

domingo, 31 de julho de 2016

Dzi Croquettes: herança cultural brasileira ignorada

Descrição para cegos - Cartaz do filme mostra perfil
de um dos integrantes do grupo Dzi Croquettes com
maquiagem exagerada e longos cílios postiços

Por Bianca Patrícia

Dzi Croquettes foi um grupo de teatro e dança que surgiu como um antagonismo no Brasil. O conjunto que enaltecia a ousadia artística em seus mais diversos sentidos iniciou suas atividades na fase considerada a mais opressiva da ditadura. Foi o período da instauração do AI-5 (Ato Institucional Nº 5), quando o governo autoritário militar, que havia assumido em 1964, dominou as liberdades individuais da forma mais rigorosa e violenta possível.
Em uma fase de maniqueísmo político muito parecida com a que vivemos atualmente, o conjunto, indo contra essa onda, trazia todas as pluralidades que uma pessoa pode carregar em si. Eram homens vestidos de mulheres que não se declaravam como nenhum dos dois sexos: eram pessoas. Andróginos, livres e à frente do seu tempo, foram uma lição e um sucesso da liberdade sexual que inspirou muitos e tem sido ignorado contemporaneamente.