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Descrição
para cegos: a imagem mostra a capa do LP
Cantata
pra Alagamar, que é composta por três fotos de
camponeses
reunidos e o nome da obra na parte superior.
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Por Bianca Patrícia
A
Cantata pra Alagamar não se trata da
utilização de uma luta como mero eixo temático para composições, mas da música
como instrumento a serviço do povo para mudar ou resistir a uma realidade
imposta. Sua história começa na fazenda Grande Alagamar, que abrigava centenas
de pessoas que viviam do cultivo de suas terras. Com a morte do seu dono,
Arnaldo Araújo Maroja, em 1975, a propriedade foi vendida, e os seus novos
donos tentaram expulsar os agricultores que ali viviam. Observe-se que o país
vivia sob a ditadura militar.
Deu-se
início ao conflito: de um lado estavam os camponeses com apoio da igreja
católica, intelectuais e militantes. Do outro estavam os novos donos das terras
junto aos seus jagunços, pistoleiros e a Polícia Militar. A cantata tinha como
propósito evidenciar o conflito que estava acontecendo em Itabaiana, indo
contra a iniquidade que tentava suprimir o direito dos agricultores de
continuar nas terras.
