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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

“Apesar de você, amanhã há de ser outro dia...”

Descrição para cegos: capa do disco “Chico Buarque”, de 1978. Nela, em primeiro plano, Chico Buarque aparece sorrindo para a câmera e, atrás dele, algumas plantas.


Por Marina Ribeiro

Ao voltar ao Brasil em 1970, depois de um autoexílio na Itália, Chico Buarque encontrou um regime ainda mais repressivo, sob o governo do presidente Médici. Censura em todas as partes perseguiam compositores como ele. Enquanto isso, uma onda nacionalista crescia, representada por músicas como Eu te amo, meu Brasil, da dupla Dom & Ravel.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A Copa do Mundo de 1970

Descrição para cegos: O ditador Emílio Médici segura a taça da Copa de 1970 em frente ao palácio da Alvorada em meio a uma multidão.


O tema ditadura militar tem potencial para fomentar reflexões e discussões por remeter a um momento histórico de repressão, perseguição a opositores e falta de democracia. O que herdamos foram imagens, memórias e registros de violência e autoritarismo contra os seres humanos.
A Copa do Mundo de 1970, na qual o Brasil se tornou tricampeão, serviu como pano de fundo para um dos momentos mais duros do regime militar que se iniciou com o golpe de 1964.
Se a repressão diária não estampava os jornais, com a vitória triunfante da seleção comandada pelo técnico Zagalo e por uma equipe na qual se destacava o talento de Pelé, a ditadura aproveitou o momento para desviar ainda mais a atenção para o que acontecia nos cárceres e quartéis.
O Presidente Emílio Garrastazu Médici aproveitou o tricampeonato para obter uma taxa de aprovação de seu governo, o Brasil se tornou futebol, o futebol passou a simbolizar o governo. Os anos de chumbo se tornaram blindados, a publicidade que trazia o crescimento econômico, divulgada pelo governo e enfatizada pela mídia cúmplice, escondia o cenário de repressões, censuras e controle midiático. A seleção saiu campeã, e o governo também, proclamando a nação a cantar “Pra frente, Brasil! Salve a seleção”.


Anne Nunes