terça-feira, 8 de agosto de 2017

Livro discute escrachos de torturadores

Descrição para cegos: foto de Ana Paula Brito compondo uma imagem em que sua imagem se funde à capa do livro. Esta tem na sua metade superior a foto de um jovem se preparando para pular um muro cheio de pichações. Na inferior, constam o nome da obra e de sua autora.

A obra, resultante da dissertação de mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural da historiadora Ana Paula Brito, foi lançada no dia 19 de julho na UFPB. Na ocasião, a autora proferiu a palestra de abertura do período letivo do Curso de História. O livro Escrachos aos Torturadores da Ditadura foi lançado pela Editora Expressão Popular e terá a venda revertida para o movimento Levante Popular da Juventude. O repórter Gabriel Costa entrevistou Ana Paula Brito sobre seu livro e os escrachos dos torturadores para o Espaço Experimental, programa da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB, que vai ao ar todos os sábados, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz), às 9 horas. (Marina Ribeiro)

sábado, 5 de agosto de 2017

Ñasaindy Barrett de Araújo, a filha de Soledad (ed. 29/7/2017)

Descrição para cegos: foto de Ñasaindy no estúdio, falando ao microfone.

           Ela nasceu em Cuba, veio para o Brasil aos 11 anos e durante muito tempo viveu sem a documentação que refletisse sua verdadeira filiação: José Maria Ferreira de Araújo, de família paraibana, e Soledad Barrett Viedma, paraguaia, ambos mortos pela ditadura. Os impactos e encontros que a vida lhe trouxe, Ñasaindy transformou em poesia, que ela reuniu no livro Do que foi pra ser Agora, em pré-venda pela Editora Mondrongo. Sobre o livro, sua história e a dos seus pais, Ñasaindy foi entrevistada para o Espaço Experimental pela repórter Marina Cabral.O programa é uma produção da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB e vai ao ar na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz) todos os sábados, às 9h. (Bruna Ferreira)


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Vladimir Herzog - 80 anos

Descrição para cegos: foto de escultura da Câmara Municipal de São Paulo em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog. É a silhueta de um homem com braços levantados e a face virada para cima.

Por Matheus Couto 

Nascido Vlado Herzog em 1937 na cidade de Osijsk, Iugoslávia, Vladimir Herzog foi jornalista e professor da USP. Migrou para São Paulo com sua família fugindo do nazismo, e lá naturalizou-se brasileiro.  
Com o golpe em 64, Vladimir resolveu viajar à Inglaterra com sua esposa, onde trabalhou na BBC e teve dois filhos. Voltou, então, em 1968 e foi Secretário de Cultura em São Paulo em 1975, ano que em que viria a morrer e se tornar um mártir da história brasileira. 

domingo, 16 de julho de 2017

Quem era o menino chamado Vlado?

Descrição para cegos: duas ilustrações. A primeira mostra
um menino com pássaro pousado na mão esquerda 
e a segunda mostra uma mulher de braços dados 
com um homem que segura o menino no colo.

O livro Um Menino chamado Vlado é uma obra voltada para o público infanto-juvenil e de autoria da jornalista e pós-doutora em História Marcia Camargos. A ideia dessa biografia surgiu do desejo de explicar para crianças e adolescentes o que foi a ditadura militar tendo a história de Vladimir Herzog como fio condutor. Em uma matéria feita pela Equipe do Instituto NET Claro Embratel, a autora comenta como a obra foi construída. Para ter acesso à matéria, clique aqui. (Cibelle Torres)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A segurança privada na ditadura

Descrição para cegos: imagem de um recorte de jornal mostra o primeiro-tenente da 
Marinha Gama Lima em seu escritório em uma matéria publicitária sobre
 a empresa Agents. O texto fala de espionagem, violência e segurança.
A estrutura do Estado não foi a única a violar os direitos humanos durante o Regime Militar no Brasil. Os agentes de segurança privada também participaram de sessões de tortura, assassinato e desaparecimentos. Muitos deles eram egressos das Forças Armadas, como o capitão Fernando Pessoa de Rocha Paranhos, que comandou o Centro de Inteligência da Marinha (Cenimar) de 1968 a 1971. Ele é apontado pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) como um dos envolvidos no sequestro do paraibano João Roberto Borges de Souza, estudante e militante do PCB, ocorrido em 7 de outubro de 1969. Saiba mais nesta reportagem da Agência Pública. (Marcella Machado)

terça-feira, 11 de julho de 2017

Dois dedos: um da vida, outro da morte

Descrição para cegos: capa do disco Pelas Ruas,
 de Carlinhos Vergueiro, na qual aparece seu rosto
 em close.
Por Rebeca Neto
  
Os anos 60 marcam o ponto alto da Música Popular Brasileira. A crise política que o país enfrentava e a intensa repressão foram o terreno fértil em que floresceram artistas que são, hoje, consagrados.
Em 1977, em parceria, Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino, compuseram uma música que revive esse grande momento da MPB. Conhaque retoma os tempos de festivais da canção popular do final dos anos 60 e de confrontos políticos. Para isso, os autores trabalharam a canção fazendo referências às músicas que marcaram a época.
Como uma bebida quente sendo tomada num rigoroso inverno, Conhaque retrata um tempo de vândalos nas madrugadas, de alegrias, travessias e correrias desesperadas: a Ditadura.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Comissão Camponesa da Verdade

Descrição para cegos: foto da professora Ana Paula Romão, à esquerda,
  e do professor Eduardo Fernandes, à direita, durante a entrevista. 
No campo, assassinatos, torturas, prisões arbitrárias e desaparecimentos vitimaram lideranças camponesas que despontavam na luta pela reforma agrária, e essa violência começou antes mesmo do golpe de 1964. Com a ditadura, os desmandos se acirraram e o número de vítimas ainda é incerto. Foi com o objetivo de tentar aclarar mais essa história que atuou a Comissão Camponesa da Verdade. Ouça a entrevista que fiz com os professores Ana Paula Romão e Eduardo Fernandes, integrantes dessa comissão, para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Marisa Rocha)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

VI Colóquio de Memória e Verdade, com Nazaré Zenaide

Descrição para cegos: foto da professora Nazaré Zenaide falando durante o colóquio. Ela aparece sendo captada pela câmera, que está em primeiro plano, em cujo visor pode-se ver sua imagem.

O VI Colóquio de Memória e Verdade, realizado no dia 30 de março de 2017 para a disciplina de Jornalismo, Cidadania e Direitos Humanos, do Curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba, teve como convidada a professora Nazaré Zenaide, docente do Departamento de Serviço Social da UFPB e integrante do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos e da Comissão Municipal da Verdade de João Pessoa. O Colóquio foi organizado por Cibelle Torres, Marcella Machado, Marisa Rocha, Matheus Couto e Rebeca Neto.

ASSISTA A SEGUIR AO COLÓQUIO

1- Ensino e construção da memória e da verdade
Neste vídeo, a professora destaca a importância dos estudos sobre Memória e Verdade para compreender o período da ditadura e para a construção da democracia, além de discorrer sobre o papel fundamental das disciplinas de Direitos Humanos nesse processo. Nazaré destaca ainda o papel das Comissões da Verdade no descobrimento dos crimes e violações do Regime Militar.


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Trabalho escravo de crianças no Estado Novo

Descrição para cegos: cartaz do filme mostra o rosto de 
um senhor negro em primeiro plano e de um menino 
negro ao fundo. Ainda aparecem os créditos da 
obra (parte superior) e o nome do filme 
e dos patrocinadores (parte inferior).
Por Marcella Machado

No lugar de nomes, números. Na infância de brincar, a escravidão. No mundo, os tentáculos do Nazismo se espalham. O movimento político fascista emerge no Brasil. Nos anos 1930 as elites roubaram a inocência de meninos negros e mulatos do país. Os garotos eram levados do orfanato Romão de Mattos Duarte, no Rio de Janeiro para uma fazenda na região de Campina do Monte Alegre, no estado de São Paulo.
No filme Menino 23 - Infâncias Perdidas no Brasil do diretor Belisario Franca, lançado em 2016, as vítimas revisitam suas feridas e ganham o direito a voz. O longa acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar. Em 1998, o pesquisador ouviu uma aluna contar que havia visto "aquele símbolo alemão", a suástica, em tijolos de uma fazenda no interior paulista.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

No Brasil, tudo ou nada?

Descrição para cegos: capa do livro A Ditadura é 
Assim. Nela, vê-se, acima, o título, seguido dos
 nomes do autor e ilustrador. No centro, desenho
 de um homem representando um ditador. Ele
 veste terno, botas e faixa de governante. Tem 
mão direita sobre uma coluna grega que 
esmaga pessoas. 
Por Rebeca Neto

        Concentrada, estudando sobre a Ditadura, não percebi em qual momento exatamente ela entrou no quarto. Conflitando com as ideias que ecoavam na minha mente, escutei uma voz conhecida lendo devagar um trecho do que eu acabara de escrever: “...a Ditadura...”. Quando olhei para o lado e identifiquei a dona da voz, com orgulho, eu sorri: era a minha irmã, de 6 anos, que estava aprendendo a ler.
“Bequinhas – como carinhosamente me chama -, o que é ‘Ditadura’?", disparou, com a curiosidade pertinente à sua idade, logo que a percebi deitada ao meu lado. Tentei utilizar uma linguagem adequada para atender seu pedido, mas, constatei que isso não seria suficiente para satisfazer o entusiasmo que a tomou no momento.

sábado, 17 de junho de 2017

A alucinação de Belchior e um chamado à juventude

Descrição para cegos: foto de Belchior tocando violão.

Por Matheus Couto 

Alucinação é o segundo álbum do músico cearense Belchior, lançado em 1976. Tem 10 faixas, algumas das mais famosas de sua carreira e é considerado por muitos a obra-prima de sua carreira, pois diversas dessas faixas foram regravadas por grandes nomes da música brasileira como Elis Regina.  

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Prazer, estes são meus pais!

Descrição para cegos: foto de Roseann Kennedy caminhando 
com Matheus Leão em uma praça. Atrás deles 
há um lago com esculturas em forma de colunas
 e jardins com árvores. A jornalista leva o livro na mão direita.

O livro Em Nome dos Pais, escrito pelo jornalista Matheus Leitão e lançado em maio deste ano, narra a história da ditadura militar no Brasil a partir da vivência dos seus pais, ambos presos e torturados durante os anos de chumbo. A jornalista Roseann Kennedy, apresentadora do programa Conversa com Roseann Kennedy da TV Brasil, entrevistou o autor que durante dez anos buscou compreender o que levou seus pais aos porões da ditadura. Para assistir à entrevista e saber mais sobre o livro, clique aqui. (Cibelle Torres)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Livro narra trajetória de Elizabeth Teixeira

Descrição para cegos: a imagem traz a capa do livro, que contém o título, 
o nome da autora e, ao fundo, uma foto de Elizabeth Teixeira 
olhando para baixo e sorrindo.

Por Marisa Rocha

Elizabeth Teixeira: mulher da terra é um livro escrito por Ayala Rocha sobre a vida e luta da líder camponesa. Elizabeth, ao lado do marido João Pedro Teixeira, é uma das grandes personagens da história das Ligas Camponesas no Brasil.
O livro mergulha fundo na história de Elizabeth, trazendo detalhes de acontecimentos como o assassinato de João Pedro e a perseguição, prisão e clandestinidade vividas por ela durante a Ditadura. Neste período, a líder camponesa viveu o que talvez tenha sido a parte mais difícil da sua trajetória: o afastamento dos onze filhos e a dúvida acerca do paradeiro deles.
Ayala Rocha bebeu a água da fonte primária para reunir tais informações, visto que trabalhou com Elizabeth e pode obter os relatos diretamente da protagonista. Além disso, ela é casada com Vanderley Caixe, que foi advogado das Ligas no Nordeste.

domingo, 11 de junho de 2017

Histórias de luta contra a Ditadura Salazarista

Descrição para cegos: foto de Carmelinda Pereira, no comício do Partido 
Socialista, em 1975. Ela aparece de perfil, com o braço esquerdo 
erguido, em frente a um microfone, enquanto sorri.
Carmelinda Pereira, Eulália Vaz, Graça Pinto, Isabel do Carmo, Joana Lopes, Maria Antónia Palla. Esses são alguns nomes das 20 testemunhas que compõem a série de reportagens “Mulheres de Abril”, do jornal português Esquerda. São relatos, em primeira pessoa, a respeito de suas histórias de resistência e de luta contra a Ditadura Salazarista em Portugal (1933-1974). As mulheres relembram de suas atuações contra o governo de caráter fascista instalado no país, de como era a formação política da classe, a vida na prisão e o apoio que davam umas às outras. Confira os relatos no site. (Marcella Machado)