quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Da tortura à resistência


Descrição para cegos: foto da entrada do memorial, onde está escrito “Memorial da Resistência de São Paulo: conquistas e desafios” ao lado da marca da instituição, constituída de 3 linhas horizontais e 3 verticais, que sugerem grades e cruzes (de Larissa Isabelle Herrera Diaz).

Por Marina Ribeiro

A partir da década de 1920, vários estados brasileiros criaram seus órgãos de repressão a crimes políticos, tendo, quase sempre, a sigla Dops para designar Departamento (ou delegacia) de Ordem Política e Social. Sob o governo
O de São Paulo foi o mais conhecido. Durante o Estado Novo e, principalmente, o Regime Militar, o Dops paulista agiu com mais intensidade para reprimir os “inimigos do sistema”. Investigou e fiscalizou movimentos sociais, greves, sindicatos, manifestações, e prendeu aqueles que apresentavam riscos ao regime.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

O calvário de Frei Tito


Descrição para cegos: foto de Frei Tito
olhando para a câmera.

 Por Marina Ribeiro




Nascido em Fortaleza, Tito de Alencar Lima mudou-se para Recife em 1963, com apenas 18 anos, para assumir a direção da Juventude Estudantil Católica. Em 1966, entrou para o noviciado dos dominicanos em Belo Horizonte e, no ano seguinte, foi estudar Filosofia na USP.
       Em 1968, Tito foi preso por sua participação em um congresso clandestino da União Nacional dos Estudantes (UNE), no interior de São Paulo. Perseguido pela repressão militar, foi preso novamente em novembro de 1969, acusado de colaborar com Carlos Marighella, um dos líderes do movimento contra a ditadura. Levado para o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) pelo delegado Sergio Fleury, ele foi torturado por 30 dias, antes de seguir para o Presídio Tiradentes.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Ministério Público refuta intervenção militar

Descrição para cegos: foto mostra 3 soldados equipados para combate observando o movimento de uma rua. Ao fundo, vê-se o prédio do Congresso Nacional.


No início desta semana, o general Antônio Hamilton Mourão fez uma declaração afirmando que o Exército poderia agir, através de uma intervenção militar, caso a atual situação política não fosse resolvida pelo poder Judiciário. Na quarta-feira (20/09), a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PDFC) retrucou com uma nota pública chamando a atenção sobre os limites constitucionais das Forças Armadas. Leia a nota completa clicando aqui. (Bruna Ferreira)

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

“Mataram um estudante. Podia ser seu filho!”

Descrição para cegos: foto de estudantes carregando o caixão de Edson Luís. O caixão está coberto com a bandeira brasileira e, sobre esta, algumas flores.

                                          Por Marina Ribeiro



Em 28 de março de 1968, policiais armados invadiram o restaurante estudantil Calabouço, no Rio de Janeiro, onde estudantes protestavam contra a má qualidade da comida. Era o quarto ano do regime militar e a tensão com os civis só aumentava. Na invasão, o estudante paraense Edson Luís de Lima Souto, de 18 anos, foi morto com um tiro a queima roupa. A fim de impedir que os policiais sumissem com o corpo, seus colegas o carregaram até a Assembleia Legislativa, onde foi velado. No velório cobriram seu corpo com a bandeira brasileira e cartazes de protesto contra a violência policial e a ditadura.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Livro discute escrachos de torturadores

Descrição para cegos: foto de Ana Paula Brito compondo uma imagem em que sua imagem se funde à capa do livro. Esta tem na sua metade superior a foto de um jovem se preparando para pular um muro cheio de pichações. Na inferior, constam o nome da obra e de sua autora.

A obra, resultante da dissertação de mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural da historiadora Ana Paula Brito, foi lançada no dia 19 de julho na UFPB. Na ocasião, a autora proferiu a palestra de abertura do período letivo do Curso de História. O livro Escrachos aos Torturadores da Ditadura foi lançado pela Editora Expressão Popular e terá a venda revertida para o movimento Levante Popular da Juventude. O repórter Gabriel Costa entrevistou Ana Paula Brito sobre seu livro e os escrachos dos torturadores para o Espaço Experimental, programa da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB, que vai ao ar todos os sábados, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz), às 9 horas. (Marina Ribeiro)

sábado, 5 de agosto de 2017

Ñasaindy Barrett de Araújo, a filha de Soledad (ed. 29/7/2017)

Descrição para cegos: foto de Ñasaindy no estúdio, falando ao microfone.

           Ela nasceu em Cuba, veio para o Brasil aos 11 anos e durante muito tempo viveu sem a documentação que refletisse sua verdadeira filiação: José Maria Ferreira de Araújo, de família paraibana, e Soledad Barrett Viedma, paraguaia, ambos mortos pela ditadura. Os impactos e encontros que a vida lhe trouxe, Ñasaindy transformou em poesia, que ela reuniu no livro Do que foi pra ser Agora, em pré-venda pela Editora Mondrongo. Sobre o livro, sua história e a dos seus pais, Ñasaindy foi entrevistada para o Espaço Experimental pela repórter Marina Cabral.O programa é uma produção da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB e vai ao ar na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz) todos os sábados, às 9h. (Bruna Ferreira)


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Vladimir Herzog - 80 anos

Descrição para cegos: foto de escultura da Câmara Municipal de São Paulo em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog. É a silhueta de um homem com braços levantados e a face virada para cima.

Por Matheus Couto 

Nascido Vlado Herzog em 1937 na cidade de Osijsk, Iugoslávia, Vladimir Herzog foi jornalista e professor da USP. Migrou para São Paulo com sua família fugindo do nazismo, e lá naturalizou-se brasileiro.  
Com o golpe em 64, Vladimir resolveu viajar à Inglaterra com sua esposa, onde trabalhou na BBC e teve dois filhos. Voltou, então, em 1968 e foi Secretário de Cultura em São Paulo em 1975, ano que em que viria a morrer e se tornar um mártir da história brasileira. 

domingo, 16 de julho de 2017

Quem era o menino chamado Vlado?

Descrição para cegos: duas ilustrações. A primeira mostra
um menino com pássaro pousado na mão esquerda 
e a segunda mostra uma mulher de braços dados 
com um homem que segura o menino no colo.

O livro Um Menino chamado Vlado é uma obra voltada para o público infanto-juvenil e de autoria da jornalista e pós-doutora em História Marcia Camargos. A ideia dessa biografia surgiu do desejo de explicar para crianças e adolescentes o que foi a ditadura militar tendo a história de Vladimir Herzog como fio condutor. Em uma matéria feita pela Equipe do Instituto NET Claro Embratel, a autora comenta como a obra foi construída. Para ter acesso à matéria, clique aqui. (Cibelle Torres)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A segurança privada na ditadura

Descrição para cegos: imagem de um recorte de jornal mostra o primeiro-tenente da 
Marinha Gama Lima em seu escritório em uma matéria publicitária sobre
 a empresa Agents. O texto fala de espionagem, violência e segurança.
A estrutura do Estado não foi a única a violar os direitos humanos durante o Regime Militar no Brasil. Os agentes de segurança privada também participaram de sessões de tortura, assassinato e desaparecimentos. Muitos deles eram egressos das Forças Armadas, como o capitão Fernando Pessoa de Rocha Paranhos, que comandou o Centro de Inteligência da Marinha (Cenimar) de 1968 a 1971. Ele é apontado pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) como um dos envolvidos no sequestro do paraibano João Roberto Borges de Souza, estudante e militante do PCB, ocorrido em 7 de outubro de 1969. Saiba mais nesta reportagem da Agência Pública. (Marcella Machado)

terça-feira, 11 de julho de 2017

Dois dedos: um da vida, outro da morte

Descrição para cegos: capa do disco Pelas Ruas,
 de Carlinhos Vergueiro, na qual aparece seu rosto
 em close.
Por Rebeca Neto
  
Os anos 60 marcam o ponto alto da Música Popular Brasileira. A crise política que o país enfrentava e a intensa repressão foram o terreno fértil em que floresceram artistas que são, hoje, consagrados.
Em 1977, em parceria, Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino, compuseram uma música que revive esse grande momento da MPB. Conhaque retoma os tempos de festivais da canção popular do final dos anos 60 e de confrontos políticos. Para isso, os autores trabalharam a canção fazendo referências às músicas que marcaram a época.
Como uma bebida quente sendo tomada num rigoroso inverno, Conhaque retrata um tempo de vândalos nas madrugadas, de alegrias, travessias e correrias desesperadas: a Ditadura.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Comissão Camponesa da Verdade

Descrição para cegos: foto da professora Ana Paula Romão, à esquerda,
  e do professor Eduardo Fernandes, à direita, durante a entrevista. 
No campo, assassinatos, torturas, prisões arbitrárias e desaparecimentos vitimaram lideranças camponesas que despontavam na luta pela reforma agrária, e essa violência começou antes mesmo do golpe de 1964. Com a ditadura, os desmandos se acirraram e o número de vítimas ainda é incerto. Foi com o objetivo de tentar aclarar mais essa história que atuou a Comissão Camponesa da Verdade. Ouça a entrevista que fiz com os professores Ana Paula Romão e Eduardo Fernandes, integrantes dessa comissão, para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Marisa Rocha)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

VI Colóquio de Memória e Verdade, com Nazaré Zenaide

Descrição para cegos: foto da professora Nazaré Zenaide falando durante o colóquio. Ela aparece sendo captada pela câmera, que está em primeiro plano, em cujo visor pode-se ver sua imagem.

O VI Colóquio de Memória e Verdade, realizado no dia 30 de março de 2017 para a disciplina de Jornalismo, Cidadania e Direitos Humanos, do Curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba, teve como convidada a professora Nazaré Zenaide, docente do Departamento de Serviço Social da UFPB e integrante do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos e da Comissão Municipal da Verdade de João Pessoa. O Colóquio foi organizado por Cibelle Torres, Marcella Machado, Marisa Rocha, Matheus Couto e Rebeca Neto.

ASSISTA A SEGUIR AO COLÓQUIO

1- Ensino e construção da memória e da verdade
Neste vídeo, a professora destaca a importância dos estudos sobre Memória e Verdade para compreender o período da ditadura e para a construção da democracia, além de discorrer sobre o papel fundamental das disciplinas de Direitos Humanos nesse processo. Nazaré destaca ainda o papel das Comissões da Verdade no descobrimento dos crimes e violações do Regime Militar.


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Trabalho escravo de crianças no Estado Novo

Descrição para cegos: cartaz do filme mostra o rosto de 
um senhor negro em primeiro plano e de um menino 
negro ao fundo. Ainda aparecem os créditos da 
obra (parte superior) e o nome do filme 
e dos patrocinadores (parte inferior).
Por Marcella Machado

No lugar de nomes, números. Na infância de brincar, a escravidão. No mundo, os tentáculos do Nazismo se espalham. O movimento político fascista emerge no Brasil. Nos anos 1930 as elites roubaram a inocência de meninos negros e mulatos do país. Os garotos eram levados do orfanato Romão de Mattos Duarte, no Rio de Janeiro para uma fazenda na região de Campina do Monte Alegre, no estado de São Paulo.
No filme Menino 23 - Infâncias Perdidas no Brasil do diretor Belisario Franca, lançado em 2016, as vítimas revisitam suas feridas e ganham o direito a voz. O longa acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar. Em 1998, o pesquisador ouviu uma aluna contar que havia visto "aquele símbolo alemão", a suástica, em tijolos de uma fazenda no interior paulista.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

No Brasil, tudo ou nada?

Descrição para cegos: capa do livro A Ditadura é 
Assim. Nela, vê-se, acima, o título, seguido dos
 nomes do autor e ilustrador. No centro, desenho
 de um homem representando um ditador. Ele
 veste terno, botas e faixa de governante. Tem 
mão direita sobre uma coluna grega que 
esmaga pessoas. 
Por Rebeca Neto

        Concentrada, estudando sobre a Ditadura, não percebi em qual momento exatamente ela entrou no quarto. Conflitando com as ideias que ecoavam na minha mente, escutei uma voz conhecida lendo devagar um trecho do que eu acabara de escrever: “...a Ditadura...”. Quando olhei para o lado e identifiquei a dona da voz, com orgulho, eu sorri: era a minha irmã, de 6 anos, que estava aprendendo a ler.
“Bequinhas – como carinhosamente me chama -, o que é ‘Ditadura’?", disparou, com a curiosidade pertinente à sua idade, logo que a percebi deitada ao meu lado. Tentei utilizar uma linguagem adequada para atender seu pedido, mas, constatei que isso não seria suficiente para satisfazer o entusiasmo que a tomou no momento.