terça-feira, 16 de maio de 2017

João Vicente Goulart é convidado especial de evento na UFPB

Descrição para cegos: cartaz de divulgação do evento. É ilustrado com a capa do livro, que tem uma foto de João Goulart sentado, de sandálias, calças arregaçadas, conversando com seu filho João Vicente que está no seu colo. O ex-presidente tem os pés apoiados em uma pequena mesa. 

O ex-deputado e filho do presidente João Goulart participará de uma série de atividades esta semana na capital paraibana. A organização é do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos, e do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da UFPB. O evento Resistir ao Esquecimento: encontro com João Vicente Goulart ocorrerá desta quarta até sexta-feira. Ouça a matéria que eu fiz com a integrante da coordenação do evento, Adelaide Dias, para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Marisa Rocha)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Uma viagem pelos Anos de Chumbo

Descrição para cegos: capa do livro, 
que tem o titulo em letras grandes 
e embaixo dele, três fotos encaixadas 
em uma tira de filme fotográfico;
a primeira mostra mulheres 

reunidas em uma passeata,
 a segunda um grupo de militares

 fazendo barreira em uma manifestação
 e a terceira um barco típico
dos que navegam nos rios da Amazônia.
Por Cibelle Torres

O livro Mochileiros nos Anos de Chumbo é uma releitura dos diários de viagem de Sérgio Aspahan e Márcio Godinho. Os diários foram escritos durante o período mais violento da ditadura no Brasil, os Anos de Chumbo (década de 70), época em que os autores eram estudantes do primeiro semestre de Comunicação Social e divulgavam e colaboravam com um jornal de esquerda, o Movimento.
A obra mostra as aventuras vividas pelos jovens quando embarcaram em uma viagem sem previsão de retorno pelo Norte e Nordeste do Brasil. As caronas, as noites mal dormidas, o medo dos militares e as histórias enviadas para o Movimento compõem a narrativa muito próxima dos manuscritos originais, mas ficou ainda mais rica com o acréscimo de mapas, documentos e recortes de jornais.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Taiguara: o homem que cantou um sonho hereditário

Descrição para cegos: foto do cantor e compositor
 Taiguara sorrindo para a câmera, com a cabeça e
um dos ombros apoiados em uma janela.
Por Rebeca Neto

        No dia 19 de abril, Moína Lima, filha do cantor Taiguara, escreveu uma carta aberta para pessoas que criticaram seu posicionamento político. No texto, Moína narrou algumas das experiências vividas derivadas das perseguições ao seu pai, as quais, segundo ela, foram importantes construções na sua formação sobre o tema. Com orgulho, afirmou que é filha de comunista, também é de esquerda e que assim continuará.
        Taiguara Chalar da Silva teve, aproximadamente, 70 de suas canções vetadas pelo Departamento de Censura Federal. Ele foi, comprovadamente, o autor de MPB mais perseguido da ditadura. Nascido no Uruguai, poucas vezes Taiguara pôde se firmar em um local. Recife, São Paulo e Rio de Janeiro foram alguns dos lugares que o abrigaram, enquanto não descobriam os novos refúgios.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Reforma no Ensino Médio fracassou na Ditadura

Descrição para cegos: a imagem mostra três homens e uma mulher em um laboratório de uma 
escola estadual de Curitiba. Sobre a mesa estão frascos, funis e garrafas. O homem no 
centro da imagem realiza um experimento e é observado por duas das 
pessoas, enquanto um outro homem analisa um objeto à parte.

Um instrumento fundamental para a melhoria da educação no país. Liberdade para o estudante escolher as disciplinas a cursar. Formação para o mercado de trabalho. A embalagem é 2017, mas o conteúdo é antigo, datado de 1971, em plena Ditadura Militar no Brasil. A reforma no Ensino Médio, tal qual a que está em implantação hoje é reflexo da tentativa de reformulação do passado. Uma história com tantas semelhanças não estará fadada ao fracasso? Veja o que aconteceu naquela época na reportagem da Agência Senado. (Marcella Machado)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Poemas do cárcere

Descrição para cegos: foto do livro citado no texto
 em cima de outros livros. A capa do apresenta
 uma parede de tijolos que lembra os 
muros da prisão e, sobre ela, estão
 escritos os nomes da obra e do autor.
Por Cibelle Torres

Vanderley Caixe procurando pelo sono ou recordando-se de Dionila camponesa; atormentado na pequena cela ou passeando por entre outros presos no pátio da prisão; pensando no novo homem que vive para o capital ou tomado pelo silêncio quando chega a noite em Presidente Wenceslau, narra por meio de 19 poemas os momentos vividos por ele enquanto esteve na prisão.
Em 1969, na região de Ribeirão Preto, Vanderley e alguns jovens estudantes, operários e camponeses foram presos e torturados, porém, mesmo encarcerados, seguiram lutando por meio de denúncias, protestos e greves de fome; e, entre lutas e torturas, os poemas foram surgindo.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Indígenas e ditadura: história contada em livro

Descrição para cegos: imagem da capa do
livro, contendo 3 retângulos, que trazem, cada
um , o título, o autor e o nome da  coleção
"Arquivos da Repressão no Brasil" 
Ao fundo, aparece um rosto masculino cortado
em diversas partes.

Por Marisa Rocha


       Nos 21 anos em que a Ditadura tomou conta do Brasil, a população como um todo foi prejudicada de inúmeras maneiras. Porém, nesse período, alguns grupos foram mais atingidos do que outros. Entre eles, os indígenas, personagens principais do livro Os Fuzis e as Flechas - História de Sangue e Resistência Indígena na Ditadura. 
       A obra, recém lançada, narra o sofrimento dos índios ao longo da Ditadura, trazendo depoimentos e registros de diversas tribos. A maioria dos relatos contém informações inéditas.
      Durante um ano, o jornalista e autor do livro, Rubens Valente, viajou por dez estados brasileiros para reunir as informações. Entre elas, as diversas formas como os índios tiveram suas vidas ceifadas pela repressão. 
       Foram entrevistados sertanistas, missionários e os próprios índios, ao longo de 14 mil quilômetros percorridos de carro por Valente. O repórter visitou também dez aldeias do Amazonas, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. 
     

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Dom Marcelo Carvalheira para derrubar o regime

Descrição para cegos: foto de Dom Marcelo
jovem, de batina, olhando para a câmera.
Por Marcella Machado

“Não basta que não haja ditadura, é preciso que haja um tipo de governo que se preocupe com as causas do povo, da grande maioria. Essas causas são causas de Deus”. Assim falava o sacerdote que foi preso e torturado durante o Regime Militar no Brasil. Dom Marcelo Pinto Carvalheira viveu 88 anos. Em 25 de março de 2017 expirou.
Pelas mãos de Dom Hélder Câmara, Dom Aloísio Lorscheider e Dom José Maria Pires, em 1975, ordenou-se bispo. Ao lado de Dom Hélder lutou na defesa dos mais pobres e das causas sociais. No auge dos Anos de Chumbo abrigou militantes políticos e líderes católicos perseguidos.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

A Ditadura na Baixada Fluminense

Descrição para cegos: imagem mostra a capa do
livro "A Baixada Fluminense e a Ditadura Militar -
Movimentos sociais, repressão e poder local".
Consiste do título da obra em letras grandes,
sobre um fundo esmaecido de um alambrado.
Foto: Divulgação.

Por Marisa Rocha

O período da Ditadura Militar afetou a vida dos brasileiros em diversos aspectos. Alguns deles, como a política, estiveram na linha de frente no que diz respeito à repressão. O governo municipal de Nova Iguaçu, por exemplo, sofreu grande interferência militar. A cidade teve diversos prefeitos com mandatos cassados, quando estes se mostravam contrários ao governo dos militares. 
O procedimento era o seguinte: a Câmara Municipal, sob ordens dos militares, abria um processo pedindo o afastamento do prefeito em exercício, alegando que havia irregularidades no governo. Após alguns meses afastado, o prefeito era destituído do cargo e substituído por um interventor, indicado pela repressão. Vale ressaltar que na maioria desses casos as acusações não eram investigadas, tampouco comprovadas.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Da prece às ruas

Descrição para cegos: a imagem mostra o convite para a missa
 de 7° dia de Alexandre Vannucchi. Foto: DCE Livre da USP.

Por Cibelle Torres

São Paulo, 30 de março de 1973. Mais um dia comum do Regime Militar; violência, censura e terror ainda faziam parte do cotidiano dos brasileiros. Porém, naquela sexta-feira um movimento diferente acontecia na Catedral da Sé.

terça-feira, 28 de março de 2017

Ex-presos políticos lançam livro escrito na prisão denunciando a ditadura

Descrição para cegos: foto de Aton Fon olhando para a
câmera. Atrás dele há cadeiras de um auditório e algumas
pessoas conversando.
A Repressão Militar-Policial no Brasil – O livro chamado João foi gerado nos anos 1970, enquanto os autores eram presos políticos da ditadura. O livro teve autoria coletiva de nove militantes, dentre os quais Aton Fon e Manoel Cyrillo, que, na última terça-feira, foram à UFPB para lançá-lo. Para Aton Fon, o livro é uma prova histórica da repressão, mas, também, de resistência.
Ouça a entrevista que fiz com Aton para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Rebeca Neto)

sexta-feira, 17 de março de 2017

Arquivo Público do DF disponibiliza documentação

Descrição para cegos: imagem mostra mãos calçando luvas folheando uma pasta com documentos,
vendo-se, na página aberta, cópia de um documento onde se destacam fotos de frente e de perfil
de um homem jovem. Na mesa vê-se ainda uma caixa arquivo e uma pilha de pastas.
Foto: Toninho Tavares / Agência Brasília
As farsas criadas durante a Ditadura Militar no Brasil têm agora mais uma possibilidade de ser derrubadas. O Arquivo Público do Distrito Federal disponibilizou o acesso a documentos com informações pessoais e sigilosas do regime, produzidos entre os anos de 1963 a 1990. O material revela as investigações e o registros de fatos marcantes daquele período. Saiba como consultar os documentos no site da Agência Brasília. (Marcella Machado)

quarta-feira, 15 de março de 2017

Luta de classes foi a força motriz de processos históricos no Brasil

Descrição para cegos: foto do professor Henrique Wellen olhando 
para a câmera. Ele está diante de uma parede onde há dois 
quadros. Em um deles se vê uma foto de Karl Marx. 
Foto: Luana Silva/Espaço Experimental
A afirmação é do professor Henrique Wellen, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, doutor em Serviço Social. Segundo ele, analisar esse fenômeno sociológico é fundamental para compreender a história. No Brasil, grandes acontecimentos foram desencadeados pela relação de exploração de uma classe sobre a outra. Segundo o professor, estudos da luta de classe são importantes para que os povos entendam seu passado e as opressões que sofrem. Ouça a entrevista que a repórter Luana Silva realizou para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Rebeca Neto)

segunda-feira, 13 de março de 2017

Ainda estou aqui

Descrição para cegos: a foto em preto e branco mostra um papel envelhecido com a frase 
“ainda estou aqui”.
Por Cibelle Torres

Nasci em março de 1964 no auge de um governo enfraquecido. O medo do comunismo me gerou rapidamente na mente dos conservadores que há algum tempo clamavam a Deus por liberdade e aos militares por salvação.
Antes de mim a violência e a dor já faziam morada nesta Terra de Santa Cruz. É muito fácil crescer à custa do sofrimento de índios, negros e mulheres, esses porém, também sofreram em minhas mãos, e como sofreram! Estudantes, artistas, jornalistas, trabalhadores... silenciei a todos que pude, o silêncio faria os atos cometidos por mim desaparecerem e a história seria contada de acordo com as minhas verdades.

terça-feira, 7 de março de 2017

Mesa redonda discutiu trabalho da Comissão Municipal da Verdade

Descrição para cegos: foto da professora Nazaré Zenaide sorrindo para a câmera.
No último dia 15, uma mesa-redonda realizada durante o CCHLA Conhecimento em Debate discutiu Ditadura Militar e Direitos Humanos. Os professores Monique Cittadino, Nazaré Zenaide e Rodrigo Freire formaram a mesa. O debate focou a Comissão Municipal da Verdade, que os três integram. Confira a entrevista que eu fiz com Nazaré, que também faz parte do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, para o Espaço Experimental, programa produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB, que vai ao ar todos os sábados, às 9 h, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz). (Marisa Rocha)