O site da Revista Fórum traz uma lista de 50 filmes para compreender melhor o
período da Ditadura Militar no Brasil. Dentre os filmes, há biografias como a
de Jango (1984) e a de Zuzu Angel (2006), documentários como Vlado: 30 anos
(2005) e Cabra Marcado Para Morrer (1984) e também filmes de ficção como o Em
Teu Nome (2009). Além do valor histórico desses filmes, alguns deles são obras
primas do cinema nacional como o filme de Bruno Barreto, O Que é Isso,
Companheiro? (1997). Vale a pena conferir para saber mais da história do Brasil
e para que aqueles dias de tortura e dor jamais sejam esquecidos ou repetidos. (Samara
Mello)
terça-feira, 25 de novembro de 2014
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Reportagem retrata a repressão militar no Araguaia
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| Descrição para cegos: imagem mostra foto de Helenira Rezende de Souza Nazareth, membro do Partido Comunista Brasileiro, olhando diretamente para a câmera. |
Helenira Rezende
de Souza Nazareth foi uma estudante, esportista e integrante do Partido
Comunista Brasileiro. Morta por militares com golpes de baioneta, após tortura,
na guerrilha do Araguaia, Fátima, como era conhecida entre os companheiros de
luta, teve as pernas metralhadas, logo após ter matado um soldado com tiro de
espingarda e ferido outro com disparos de revólver, segundo o Relatório Arroyo,
escrito pelo dirigente do PCdoB, Ângelo Arroyo.
Conhecida na
cidade de Assis, onde passou toda a adolescência, como Nira e pelos amigos da
USP, onde cursou Letras e ingressou na UNE, como Preta, ela foi uma excelente
esportista, tendo praticado basquete e atletismo, destacando-se na pequena
cidade do interior paulista. Preta também fundou o grêmio estudantil da escola Prof.
Clibas Pinto Ferraz, onde cursou o ensino médio e ingressou na vida política,
ainda em Assis.
Ameaçada de
morte pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, no Dops, onde ela foi presa junto
com os companheiros de movimento estudantil enquanto participavam do XXX
Congresso Nacional da UNE, em Ibiúna-SP, a então vice-presidente da União
Nacional dos Estudantes decidiu juntar-se à guerrilha do Araguaia.
Nira, Preta ou
Fátima - os diversos nomes de Helenira Rezende de Souza protegeram a estudante,
atleta, política e guerrilheira enquanto estava junto com os companheiros de
luta na guerrilha do Araguaia, mas não impediram sua tortura, tanto quanto o
local de sepultamento de seu corpo ter se perdido no meio das lendas criadas em
torno de sua morte.
O documentário
do canal esportivo ESPN conta um pouco da trajetória de Helenira, cria comparações
entre ela e a presidenta Dilma Rousseff, além de apresentar o drama vivido
pelos moradores do município de Xambioá-TO, vizinhos dos guerrilheiros. Veja aqui (Geri
Junior)
domingo, 12 de outubro de 2014
Prêmio Vladimir Herzog tem vencedor paraibano
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| Descrição para cegos: imagem mostra o logotipo da premiação, um V seguido de um H e uma gota vermelha, seguido pela legenda "3º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos". |
Os vencedores do Prêmio Jornalístico
Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos foram
conhecidos no último dia 30 de setembro, em uma sessão pública da Câmara
Municipal de São Paulo.
O prêmio acontece em âmbito nacional
e tem oito categorias. Ele promove o reconhecimento de jornalistas com
trabalhos voltados à promoção da democracia, cidadania e direitos humanos e
sociais.
Nesta edição, o vencedor da categoria
Rádio foi o jornalista da CBN João Pessoa Hebert Araújo. Ele conquistou o
prêmio com a matéria “História de Flor”, na qual narra a vida da líder sindical
paraibana Margarida Maria Alves, assassinada em 1983.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Ditadura Militar no Brasil é pano de fundo da peça Mercedes
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| Descrição para cegos: imagem mostra o cartaz de divulgação da peça, com o rosto dos atores lado a lado com feições sérias e óculos escuros. |
Matéria produzida pela repórter Carolina Ferreira
para o Espaço Experimental sobre a peça Mercedes
do professor de teatro da UFPB Paulo Vieira.
A peça Mercedes tem como tema a Ditadura e
traz também o canto e dança. Ela narra a história de uma
militante do Partido Popular de Libertação que luta contra a ditadura militar
no Brasil. Segundo Paulo Vieira, autor e diretor da peça, em Mercedes não encontraremos um recorte histórico da ditadura, mas a
possibilidade de construção de um novo olhar sobre esse período da história do
Brasil. (Polyanna Gomes)
Para mais informações acesse o
link
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domingo, 31 de agosto de 2014
Documento histórico: uma ponte para o passado
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| Imagem retirada do site Unilasalle |
Memorial
Virtual da I Guerra Mundial é feito em Portugal e reverencia combatentes
nacionais. A iniciativa partiu do Arquivo Histórico Militar (AHM), e
caracteriza-se como mais um instrumento de resgate a partir de documentos.
Pode ser encontrado no endereço: http://www.memorialvirtual.defesa.pt
(Hermes Franco)
Pode ser encontrado no endereço: http://www.memorialvirtual.defesa.pt
(Hermes Franco)
sábado, 30 de agosto de 2014
Grupo estuda influência das esquerdas na República Velha
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| Descrição para cegos: a imagem mostra o Professor e Pesquisador Giscard Agra olhando diretamente para a câmera. Foto: Polyanna Gomes |
O projeto de pesquisa visa, por meio do
estabelecimento de diálogo entre literatura historiográfica e
jurídico-constitucional, compreender os contextos cultural e intelectual em que
cada uma das Cartas Constitucionais brasileiras foi produzida. As Esquerdas nos domínios de direita:
anarquismo e comunismo na República Velha promove um resgate e uma reconstrução
do cenário no qual elites intelectuais, partidos políticos e movimentos sociais
atuavam no contexto nacional.
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terça-feira, 26 de agosto de 2014
Acerto de contas com a Transparência Pública
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| Cartilha Arquivos Públicos Municipais Fonte: Conarq |
O Tribunal de Contas da Paraíba se associou ao Conselho
Nacional de Arquivos (Conarq), visando promover o resgate, a memória e a
transformação da transparência como fatores rotineiros. Essa parceria busca instituir
uma política de arquivos públicos municipais para João Pessoa. (Hermes Franco)
Para saber mais, clique no link:
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
O Arquivo Miroel Silveira e a censura ao teatro
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| Descrição para cegos: imagem mostra protestantes com cartazes com frases como “censura não” e “teatro é cultura, cultura é liberdade”. |
Com
a coordenação da professora Maria Cristina
Castilho Costa e produção de conteúdo do professor Ferdinando Martins, funciona na Escola de
Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo o projeto Comunicação e Censura:
análise teórica e documental de processos censórios a partir do Arquivo Miroel
Silveira da biblioteca da USP. O projeto teve início em 2009 com
financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
O arquivo é responsável por estudar mais de seis mil processos de censura
prévia ao teatro durante o período Vargas, de 1930 a 1945, e durante o início
da ditadura, de 1964 a 1970. (Andrezza Carla)
Mais informações no link: http://www.eca.usp.br/ams/
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Estudantes criam site sobre a censura musical durante o regime militar
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| Descrição para cegos: imagem mostra uma pilha de discos de vinil com uma faixa escrita “censurado”. |
Os estudantes de jornalismo André Rocha, Gabriel Pelosi e Lucas Mota, da Universidade Mackenzie de São Paulo, realizaram o trabalho de conclusão da graduação com o tema: “Efeitos da censura na produção musical durante o regime militar.
Surgiu a ideia de transformar o trabalho acadêmico em um site, o censuramusical.com. Ele se baseia nas músicas conhecidas pelo grande público, assim como também nas inúmeras composições de artistas populares que tiveram suas obras vetadas. No site se pode acessar documentos, entrevistas e legislação. (Polyanna Gomes)
Para conhecer o site, clique no link
http://www.censuramusical.com.br/
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
O que acontece nos porões das delegacias?
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| Descrição para cegos: imagem mostra um grupo de policiais formando uma barreira e atirando. |
Após
pouco mais de um ano do caso Amarildo, ajudante de pedreiro que desapareceu
durante uma operação policial na Favela da Rocinha, a pergunta principal ainda
persiste: afinal, onde está Amarildo?
Um
estudo recente feito pela Anistia Internacional mostra que os abusos continuam
sendo praticados na maior parte do mundo, inclusive no Brasil. De acordo com o
relatório “Tortura em 2014 – 30 anos de promessas não cumpridas”, a tortura
ocorre nos porões de delegacias, presídios e quartéis. Esses abusos são
cometidos pelas forças de segurança de forma rotineira, principalmente durante
o policiamento de manifestações, como os protestos ocorridos com a chegada da
Copa do Mundo de 2014.
A
investigação do caso de Amarildo Souza Lima concluiu que o pedreiro morreu em consequência
de tortura sofrida na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. O caso
ganhou uma ampla repercussão, mas está longe de ser um fato isolado.
50 anos após o fim da ditadura, militares ainda
negam a existência da tortura institucionalizada, mesmo com todas as evidências
de policiais violentos, corruptos e que contam com a impunidade para perpetuar
atos brutais como o que vitimou Amarildo e tantos outros. Segundo a Anistia Internacional,
muitos Governos combatem, outros toleram e alguns a adotam como política de
estado. (Anne Nunes)
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terça-feira, 12 de agosto de 2014
Breves benefícios nos dois anos da Lei de Acesso à Informação
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Imagem retirada da página da Controladoria Geral da União
A Lei de Acesso à Informação traz, para o cidadão comum, o seu direito à transparência; para os arquivistas, o seu papel de conscientizadores protagonistas; e, para os gestores públicos em esfera federal, estadual e municipal, evidencia a garantia do atendimento a população.
Esta lei já completou dois anos de funcionalidade e tornou obrigatório
um melhor acesso à informação, maior transparência pública ativa e passiva
(trâmites de atendimento para o público), gestão, direito e classificação
informacional mais bem elaborada, além de formas de acompanhamento dos
processos. É a consolidação da acessibilidade na esfera pública, uma conquista
alicerçada desde maio de 2012, para todos os cidadãos. (Hermes Franco)
Para saber mais, clique no link:
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Elizabeth Teixeira e João Pedro Teixeira: sinônimo de luta e de dor
Elizabeth
Teixeira, paraibana, nascida em 13 de fevereiro de 1925, no município de Sapé,
construiu uma vida em meio a lutas por justiça, terra, liberdade e perdas,
provocadas pelo regime militar.
Elizabeth
é viúva do líder camponês João Pedro Teixeira, que teve sua trajetória
retratada em uma narrativa documental pelo cineasta Eduardo Coutinho. João
Pedro fundou , em 1958, a Associação dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas
de Sapé, a primeira liga camponesa fundada na Paraíba, que passou a atuar a
partir da década de 1960, como ferramenta de organização do movimento agrário.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Ivo Herzog e a importância da retificação do atestado de óbito do pai
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| Descrição para cegos: a imagem mostra a certidão de óbito de Vladimir Herzog. |
Na
quarta-feira 30 de julho, Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog,
morto pela ditadura militar, falou sobre a importância da mudança do atestado de
óbito de seu pai. O diretor do Instituto Vladimir Herzog participou da II
Semana de Jornalismo, organizada pelo Centro Acadêmico de Jornalismo da UFPB.
No
registro de 1975 (durante a ditadura militar) constava que Vladimir havia
morrido por asfixia mecânica, imputando-se na época suicídio. No entanto, em
2012, a viúva Clarice Herzog solicitou a retificação do óbito, pedido este
encaminhado à Justiça por Gilson Dipp, primeiro coordenador da Comissão
Nacional da Verdade.
Ivo
Herzog falou aos alunos e professores da Universidade Federal da Paraíba que a
retificação do atestado de óbito de Vladimir Herzog representa uma “abertura da
‘porteira’ para que outras famílias de assassinados políticos sigam o caminho
da busca pela verdade, já que a primeira certidão de óbito de Vladimir encobria
a real causa da morte”.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
As memórias das guerras em minhas letras
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| Descrição para cegos: a imagem mostra o desenho de uma pomba com um ramo de oliveira no bico. |
Foi-se
o sol, o chão, a mãe e a filha. A saudade já não tinha mais morada, tamanho era
o BOOO, o grito sem espera. A causa das nefastas e delinquentes escolhas nos
deixaram sem memórias, sem afetos, e com um pesar que dura até os tempos
vindouros.
Mas,
haveremos de ressurgir o encanto, nos arquivos e nas falas de alguém que ainda
restou, que ainda resta.
E
quem ainda bem respira? O filho do soldado? Herói de quê, de quem? Da matança?
Do perdido? Não!!! Hoje prefiro acreditar nas mãos de cura, nos bons moços que
de um lado pro outro, de uma bomba pra outra, acolheram, cuidaram, buscaram a
sã consciência em meio ao caos.
Rememorar,
antes de tudo, mais que lembrar, é prestar uma gratidão, é se prostrar diante
do que foi algo a mais, do que fez melhor, do que buscou fazer as mais sublimes
lembranças, em momentos, onde muitos, só queria guerrear.
Eiiii!!!
Hoje as palavras são bonitas, porque não é só de sangue que vivem as memórias.
Não só foi de tristeza que os momentos que a guerra se sucedeu, viveram. Hoje,
as palavra são memória e leveza, paz e gratidão.
Normando Junior
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