Maria Salete Van der Pöel nasceu
em Campina Grande, na Paraíba, na família Agra, uma das mais tradicionais
daquela cidade. Na década de 1960, atuou na Juventude Estudantil Católica, na
Juventude Universitária Católica e na Campanha de Educação Popular da Paraíba (Ceplar)
alfabetizando jovens, adultos, presidiários e prostitutas o que lhe custou
perseguições pelo regime militar. Professora aposentada da UFPB, ela atua na
Educação de Jovens e Adultos com a Rede de Letramento da Paraíba (Releja),
fundada por ela e seu marido, Cornelis Van de Pöel. A repórter Samara Mello a encontrou
para uma conversa sobre seus anos de militância. Dessa conversa surgiu o curta Vermelha por Dentro, de produção de
Samara e edição de Janaína Lacerda. O curta metragem sobre a história de Salete
Van der Pöel você confere em seguida:
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Vermelha por dentro
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Samara Mello
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Militar nomeado por Temer é crítico ferrenho da Comissão da Verdade
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| Descrição para cegos: foto mostra Sérgio Etchgoyen, ladeado à direita pelo presidente interino Michel Temer e, à esquerda, por um auxiliar do governo, em reunião. |
Por
Iago Sarinho
Instalada oficialmente em
12 de maio de 2012, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) publicou seu relatório
final no dia 10 de dezembro de 2014. No decorrer desse processo de
investigação, recolhimento de depoimentos e levantamento de dados, além da
reconhecida atuação no restabelecimento da memória e verdade relativa ao
período da ditadura militar brasileira, encontrou em seu caminho opositores e
críticos, estes, normalmente ligados à famílias de acusados e investigados pela
comissão.
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Afonsinho, Nei e Caju: os desobedientes civis
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| Descrição para cegos: mostra, da esquerda para a direira, os jogadores Afonsinho, Paulo Cézar Cajú e Nei da Conceição com a frase "Barba, Cabelo e Bigode" escrita no centro da imagem. |
Por Edgley Lemos
Dentro
de campo o trio formado pelos meias Afonsinho e Nei Conceição, além do atacante
Paulo Cézar Caju, foi bicampeão carioca em 1967 e 68 e campeão da Taça Brasil
de 1968. Fora dos gramados, eles eram considerados subversivos por suas
posturas contestadoras diante da crescente influência do regime militar na
gestão do futebol brasileiro. A história virou filme pelas mãos e o olhar do
diretor Lucio Branco e chegou às telas recentemente.
Não
é segredo que durante a ditadura militar brasileira os generais utilizaram o
futebol como meio de promoção e de fortalecimento da estrutura de poder do
regime. Fato parecido, aliás, aconteceu em outras ditaduras da América do Sul,
o chamado Cone Sul, como na Argentina, Chile e Bolívia, por exemplo.
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sábado, 18 de junho de 2016
Zuzu Angel: vida que permanece
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| Descrição para cegos: a foto mostra Zuzu Angel sentada numa mesa de centro com revistas ao seu redor. |
Por Samara Mello
No dia 5 de junho, Zuzu Angel completaria
95 anos. Estilista e mãe, foi uma mulher com uma força e coragem singular. Nascida
em Curvelo, Minas Gerais, mudou-se ainda criança para Belo Horizonte e lá
começou os seus passos na costura criando roupas para as primas. Na juventude
morou na Bahia, de onde carregou as cores e vibrações para suas criações.
Depois de alguns anos, instalou-se no Rio de Janeiro com o marido e o primeiro
filho, Stuart, e investiu tudo que podia em uma loja de roupas em Ipanema. Zuzu
colocava em suas roupas elementos tradicionais da cultura brasileira e de seu
folclore, como as rendas, chitas e estampas com imagens que remetiam à fauna
brasileira.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Como a OAB mudou de posição perante a ditadura
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| Descrição para cegos: A foto mostra a aluna do curso de Direito Stephany Yohanne, que pesquisou a atuação da OAB durante a ditadura (Foto: Felipe Ramos/Espaço Experimental) |
De apoiadora do Golpe Militar de 1964 a ferrenha
crítica do regime. Essa foi a trajetória da Ordem dos Advogados do Brasil, a
OAB, durante os anos de chumbo. Mas se no início a entidade apoiou o golpe por
influência dos seus presidentes da época, quando o jogo virou e a Ordem passou
a ser alvo de perseguição por parte do governo dos militares, a instituição
teve papel fundamental na retomada dos direitos retirados pelos atos
institucionais e também no processo de redemocratização. O papel da instituição
durante a ditadura militar foi objeto de estudo de diversos pesquisadores por
todo o país. Uma delas foi a aluna Stephany Yohanne, do curso de Direito da
Faculdade Leão Sampaio, de Juazeiro do Norte. Ela foi entrevistada pelo
programa Espaço Experimental e explicou um pouco do que conseguiu levantar de
informações sobre a atuação da OAB durante esse período obscuro da história do
nosso país. Confira a entrevista concedida por Stephany ao repórter Felipe
Ramos aqui. (Edgley Lemos)
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sexta-feira, 3 de junho de 2016
IV Colóquio sobre Memória e Verdade - com a professora Monique Cittadino
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Descrição para cegos: foto mostra a professora Monique e a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor
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A professora Monique Cittadino foi a convidada da turma de Jornalismo e Cidadania da Universidade Federal da Paraíba para o IV Colóquio sobre Memória e Verdade. O encontro aconteceu no dia 6 de abril de 2016, e nele foram discutidas, entre outros temas, a atuação das Comissões da Verdade pelo país, a importância de se levar para as salas de aula as informações coletadas pelas comissões e um paralelo entre o contexto político e histórico do período pré-golpe de 1964 e a instabilidade política vivida atualmente, com a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Monique Cittadino é chefe do Departamento de História da UFPB e integra a Comissão Municipal da Verdade. Graduada em História pela Universidade Federal da Paraíba, também é mestre em Ciências Sociais pela UFPB e é doutora em História pela USP. Tem experiência na área de História do Brasil, com ênfase em História da Paraíba, atuando principalmente com estudos sobre o período do regime militar iniciado em 1964. O Colóquio foi organizado por Edgley Lemos, Iago Sarinho e Samara Mello.
CONFIRA O COLÓQUIO NA ÍNTEGRA:
1 - Comissões da verdade
A professora faz um balanço da atuação das Comissões da
Verdade em âmbitos nacional, estadual e municipal.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Michel Temer quebra a autonomia da EBC
Por Iago Sarinho
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| Descrição para cegos: a imagem mostra o Diário Oficial da União com a Exoneração de Ricardo Melo do Cargo de Diretor Presidente da EBC circulada em vermelho. |
Criada através do decreto
nº 6.246 de 24 de outubro de 2007, a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) controla
uma rede de emissoras de radiodifusão públicas e de caráter educativo. A EBC
aglomera em sua estrutura e sob a sua responsabilidade, entre outros veículos,
a TV Brasil, a Agência Brasil e a TV NBR.
O estatuto social da
empresa, regulamentado pelo decreto nº 6.689 em dezembro de 2008, determina um
mandato de quatro anos para o Diretor Presidente, designado pela Presidência da
República. É fixo e não pode coincidir com o mandato presidencial, de modo que se
possa preservar a estrutura e linhas editoriais da empresa e seus veículos de
forma minimamente independente do comando central da república e de eventuais
modificações oriundas de processos eleitorais.
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terça-feira, 24 de maio de 2016
Retratos de Identificação: para ver e nunca esquecer
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| Descrição para cegos:a imagem mostra a capa do filme "Retratos de Identificação" que contém 4 fotos de presos políticos divididas em duas colunas e seguidas pelo título do longa. |
Por Samara Mello
Um filme feito a partir de memórias
para gerar memórias. É esta a primeira afirmação que me vem sobre o filme Retratos de Identificação (Anita
Leandro, 2014).
O filme nos traz a história de vida de
quatro ex-guerrilheiros, Antônio Roberto Espinosa, Reinaldo Guarany, Chael
Schreier e Maria Auxiliadora Lara Barcellos (Dora).
Como fio condutor para essas histórias,
temos os acervos fotográficos dos instrumentos de repressão da ditadura militar
e a partir daí elas começam a ser narradas.
Sem retoques ou arrodeios, os dois
sobreviventes narram esse parte de suas vidas. Antônio Roberto Espinosa fala da
sua prisão ao lado de Dora e de Chael Schreider, todos pertencentes à Vanguarda
Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Presos no aparelho onde moravam no Rio
de Janeiro, foram levados ao DOPS e em seguida para a Vila Militar onde Chael
Schereier foi morto.
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quarta-feira, 4 de maio de 2016
Semana de Jornalismo discute mídia e política
Por Iago Sarinho
Em um momento conturbado na política brasileira e, por conseguinte, nas análises, coberturas e relações da mídia com o poder, a 4ª Semana de Jornalismo Vladimir Herzog discute na manhã desta quarta-feira (3), no auditório da Reitoria da UFPB, a partir das 9h, às relações entre o trabalho jornalístico e a política.
Da mesa de debates, que terá a mediação
do professor do curso de Jornalismo da UFPB Carmélio Reynaldo, participarão os
jornalistas Rafael Freire (Jornal A Verdade) e Josival Pereira (TV Tambaú), a cientista
política e professora do Centro de Ciências Jurídicas da UFPB Ana Adelaide,
além da deputada estadual pelo PSB e também jornalista Estela Bezerra
quinta-feira, 28 de abril de 2016
A mídia internacional e o impeachment da presidenta Dilma
Por Iago Sarinho
A cobertura internacional sobre o
processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, além
de causar efervescência e debates contundentes na sociedade brasileira, vem
sendo acompanhado com destaque pelos principais veículos de comunicação do
mundo.
Periódicos de destaque e redes de
comunicação como o “The New York Times” (EUA), “BBC” (Inglaterra), “Le Monde”
(França), “The Economist” (Inglaterra), “CNN” (EUA) e El País (Espanha), têm
acompanhado de perto as movimentações do cenário político no Brasil. E por incrível
que pareça, tem saído desses meios as fontes mais isentas e completas na
cobertura do caso.
sábado, 23 de abril de 2016
Comissão da Verdade da Paraíba publica nota de repúdio a Jair Bolsonaro
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| Descrição para cegos: a imagem mostra fotos do período ditatorial ao fundo e o título "Comissão Estadual da Verdade" seguido pelo brasão do Governo da Paraíba. |
A Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba publicou quarta-feira (20) uma nota de repúdio à postura do deputado Jair Bolsonaro (PSC – RJ) na votação para o prosseguimento do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseuff, ocorrida no último domingo (17). Na nota, a Comissão ressalta a necessidade de providências na Câmara dos Deputados e por parte do Ministério Público Federal para punir o deputado. Leia a nota abaixo (Samara Mello).
Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da
Memória do Estado da Paraíba
NOTA DE REPÚDIO
A Comissão Estadual da Verdade e da
Preservação da Memória do Estado da Paraíba vem tornar público seu repúdio à
postura do Deputado Jair Bolsonaro, do Partido Social Cristão do Rio de
Janeiro, que, em seu voto a favor do impeachment da Presidenta Dilma Vanna
Rousseff (ou Golpe de Estado sem as baionetas até agora), dedicou seu voto ao Coronel
Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do Destacamento de Operações
Internas (DOI-CODI) entre 1970 e 1974.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Quem foi Ustra e por que Bolsonaro mais uma vez mostrou sua verdadeira cara?
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| Descrição para cegos: A foto mostra o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro agente da ditadura a ser reconhecido como torturador pela justiça brasileira, olhando diretamente para a câmera. |
Por Edgley Lemos
A
despeito do que foi o dia de votação do prosseguimento do processo de
impeachment, no último domingo, uma lembrança perturbadora e preocupante foi
trazida a tona pelo deputado federal pelo PSC do Rio de Janeiro, Jair
Bolsonaro. Sempre buscando chamar atenção, em todo e qualquer pronunciamento, o
deputado exaltou o Coronel Carlos Brilhante Ustra em seu voto a favor do
impedimento da presidenta Dilma. “Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o
pavor de Dilma Rousseff’’, disse.
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segunda-feira, 4 de abril de 2016
Comissão Estadual da Verdade da Paraíba recebe arquivos do SNI e do ex-deputado Arroxelas
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| Descrição para cegos: a foto mostra Paulo Giovani recebendo arquivos de Manoel Pereira de Macedo Neto. |
Por Edgley Lemos
O acervo é referente à Agência de Pernambuco, que cuidava também da Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte durante o regime militar. Além do acervo do SNI, a comissão recebeu também o acervo pessoal do ex-deputado Antônio Augusto Arroxelas.
Criado em 1964, logo após a instauração do regime militar, o SNI só foi extinto no governo do presidente Fernando Collor de Melo, em 1990. Durante esses 26 anos de atuação, o órgão produziu milhares de documentos sobre todos aqueles que atraíam o interesse da Agência Central, em Brasília.
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quarta-feira, 2 de março de 2016
Solidariedade aos estudantes em greve de fome
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| Descrição para cegos: a foto mostra pichações em um espaço da UFPB que dizem: "A mídia mente", "Movimento estudantil Unido", "Fome não espera" e "A luta é diária..." |
Universidade Federal da Paraíba
Centro de Comunicação, Turismo e Artes
Departamento de Jornalismo
PRONUNCIAMENTO SOBRE
A GREVE DE FOME DOS ESTUDANTES DA UFPB
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