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| Descrição para cegos: mostra, da esquerda para a direira, os jogadores Afonsinho, Paulo Cézar Cajú e Nei da Conceição com a frase "Barba, Cabelo e Bigode" escrita no centro da imagem. |
Por Edgley Lemos
Dentro
de campo o trio formado pelos meias Afonsinho e Nei Conceição, além do atacante
Paulo Cézar Caju, foi bicampeão carioca em 1967 e 68 e campeão da Taça Brasil
de 1968. Fora dos gramados, eles eram considerados subversivos por suas
posturas contestadoras diante da crescente influência do regime militar na
gestão do futebol brasileiro. A história virou filme pelas mãos e o olhar do
diretor Lucio Branco e chegou às telas recentemente.
Não
é segredo que durante a ditadura militar brasileira os generais utilizaram o
futebol como meio de promoção e de fortalecimento da estrutura de poder do
regime. Fato parecido, aliás, aconteceu em outras ditaduras da América do Sul,
o chamado Cone Sul, como na Argentina, Chile e Bolívia, por exemplo.













