segunda-feira, 20 de junho de 2016

Afonsinho, Nei e Caju: os desobedientes civis

Descrição para cegos: mostra, da esquerda para a direira, os jogadores Afonsinho, Paulo Cézar Cajú e Nei da Conceição com a frase "Barba, Cabelo e Bigode" escrita no centro da imagem. 
Por Edgley Lemos

Dentro de campo o trio formado pelos meias Afonsinho e Nei Conceição, além do atacante Paulo Cézar Caju, foi bicampeão carioca em 1967 e 68 e campeão da Taça Brasil de 1968. Fora dos gramados, eles eram considerados subversivos por suas posturas contestadoras diante da crescente influência do regime militar na gestão do futebol brasileiro. A história virou filme pelas mãos e o olhar do diretor Lucio Branco e chegou às telas recentemente.
Não é segredo que durante a ditadura militar brasileira os generais utilizaram o futebol como meio de promoção e de fortalecimento da estrutura de poder do regime. Fato parecido, aliás, aconteceu em outras ditaduras da América do Sul, o chamado Cone Sul, como na Argentina, Chile e Bolívia, por exemplo.

sábado, 18 de junho de 2016

Zuzu Angel: vida que permanece

Descrição para cegos: a foto mostra Zuzu Angel sentada numa mesa de centro com revistas ao seu redor.

Por Samara Mello

No dia 5 de junho, Zuzu Angel completaria 95 anos. Estilista e mãe, foi uma mulher com uma força e coragem singular. Nascida em Curvelo, Minas Gerais, mudou-se ainda criança para Belo Horizonte e lá começou os seus passos na costura criando roupas para as primas. Na juventude morou na Bahia, de onde carregou as cores e vibrações para suas criações. Depois de alguns anos, instalou-se no Rio de Janeiro com o marido e o primeiro filho, Stuart, e investiu tudo que podia em uma loja de roupas em Ipanema. Zuzu colocava em suas roupas elementos tradicionais da cultura brasileira e de seu folclore, como as rendas, chitas e estampas com imagens que remetiam à fauna brasileira.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Como a OAB mudou de posição perante a ditadura

Descrição para cegos: A foto mostra a aluna do curso de Direito Stephany  Yohanne, que pesquisou a atuação da OAB durante a ditadura (Foto: Felipe Ramos/Espaço Experimental) 
De apoiadora do Golpe Militar de 1964 a ferrenha crítica do regime. Essa foi a trajetória da Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, durante os anos de chumbo. Mas se no início a entidade apoiou o golpe por influência dos seus presidentes da época, quando o jogo virou e a Ordem passou a ser alvo de perseguição por parte do governo dos militares, a instituição teve papel fundamental na retomada dos direitos retirados pelos atos institucionais e também no processo de redemocratização. O papel da instituição durante a ditadura militar foi objeto de estudo de diversos pesquisadores por todo o país. Uma delas foi a aluna Stephany Yohanne, do curso de Direito da Faculdade Leão Sampaio, de Juazeiro do Norte. Ela foi entrevistada pelo programa Espaço Experimental e explicou um pouco do que conseguiu levantar de informações sobre a atuação da OAB durante esse período obscuro da história do nosso país. Confira a entrevista concedida por Stephany ao repórter Felipe Ramos aqui. (Edgley Lemos)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

IV Colóquio sobre Memória e Verdade - com a professora Monique Cittadino

Descrição para cegos: foto mostra a professora Monique e a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor

A professora Monique Cittadino foi a convidada da turma de Jornalismo e Cidadania da Universidade Federal da Paraíba para o IV Colóquio sobre Memória e Verdade. O encontro aconteceu no dia 6 de abril de 2016, e nele foram discutidas, entre outros temas, a atuação das Comissões da Verdade pelo país, a importância de se levar para as salas de aula as informações coletadas pelas comissões e um paralelo entre o contexto político e histórico do período pré-golpe de 1964 e a instabilidade política vivida atualmente, com a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Monique Cittadino é chefe do Departamento de História da UFPB e integra a Comissão Municipal da Verdade. Graduada em História pela Universidade Federal da Paraíba, também é mestre em Ciências Sociais pela UFPB e é doutora em História pela USP. Tem experiência na área de História do Brasil, com ênfase em História da Paraíba, atuando principalmente com estudos sobre o período do regime militar iniciado em 1964. O Colóquio foi organizado por Edgley Lemos, Iago Sarinho e Samara Mello.

CONFIRA O COLÓQUIO NA ÍNTEGRA:


1 - Comissões da verdade

A professora faz um balanço da atuação das Comissões da Verdade em âmbitos nacional, estadual e municipal.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Michel Temer quebra a autonomia da EBC

Por Iago Sarinho

Descrição para cegos: a imagem mostra o Diário Oficial da União com a Exoneração de Ricardo Melo do Cargo de Diretor Presidente da EBC circulada em vermelho.

Criada através do decreto nº 6.246 de 24 de outubro de 2007, a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) controla uma rede de emissoras de radiodifusão públicas e de caráter educativo. A EBC aglomera em sua estrutura e sob a sua responsabilidade, entre outros veículos, a TV Brasil, a Agência Brasil e a TV NBR.
O estatuto social da empresa, regulamentado pelo decreto nº 6.689 em dezembro de 2008, determina um mandato de quatro anos para o Diretor Presidente, designado pela Presidência da República. É fixo e não pode coincidir com o mandato presidencial, de modo que se possa preservar a estrutura e linhas editoriais da empresa e seus veículos de forma minimamente independente do comando central da república e de eventuais modificações oriundas de processos eleitorais.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Retratos de Identificação: para ver e nunca esquecer

Descrição para cegos:a imagem mostra a capa do filme "Retratos de Identificação"
que contém 4 fotos de presos políticos divididas em duas colunas e seguidas pelo título
do longa.
Por Samara Mello

Um filme feito a partir de memórias para gerar memórias. É esta a primeira afirmação que me vem sobre o filme Retratos de Identificação (Anita Leandro, 2014).
O filme nos traz a história de vida de quatro ex-guerrilheiros, Antônio Roberto Espinosa, Reinaldo Guarany, Chael Schreier e Maria Auxiliadora Lara Barcellos (Dora).
Como fio condutor para essas histórias, temos os acervos fotográficos dos instrumentos de repressão da ditadura militar e a partir daí elas começam a ser narradas.
Sem retoques ou arrodeios, os dois sobreviventes narram esse parte de suas vidas. Antônio Roberto Espinosa fala da sua prisão ao lado de Dora e de Chael Schreider, todos pertencentes à Vanguarda Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Presos no aparelho onde moravam no Rio de Janeiro, foram levados ao DOPS e em seguida para a Vila Militar onde Chael Schereier foi morto.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Semana de Jornalismo discute mídia e política

Descrição para cegos: o cartaz de divulgação da mesa de debates "Mídia e política", além dos informativos do local (Auditório da Reitoria), data (04 de maio) e hora (9h), mostra fotos dos integrantes da discussão. Da esquerda para a direita: Ana Adelaide, Estela Bezerra, Rafael Freire, Josival Pereira e Carmélio Reynaldo.

Por Iago Sarinho

Em um momento conturbado na política brasileira e, por conseguinte, nas análises, coberturas e relações da mídia com o poder, a 4ª Semana de Jornalismo Vladimir Herzog discute na manhã desta quarta-feira (3), no auditório da Reitoria da UFPB, a partir das 9h, às relações entre o trabalho jornalístico e a política.
Da mesa de debates, que terá a mediação do professor do curso de Jornalismo da UFPB Carmélio Reynaldo, participarão os jornalistas Rafael Freire (Jornal A Verdade) e Josival Pereira (TV Tambaú), a cientista política e professora do Centro de Ciências Jurídicas da UFPB Ana Adelaide, além da deputada estadual pelo PSB e também jornalista Estela Bezerra

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A mídia internacional e o impeachment da presidenta Dilma

Descrição para cegos: A imagem mostra o placar "7 x 1" em destaque. Na parte superior esquerda, acima do número 7, há um globo intitulado "mídia internacional". Na parte superior direita, acima do número 1, há o logotipo da Rede Globo intitulado "mídia coorporativa nacional". Abaixo do placar estão as hashtags #MicoGlobal e #DesligueOGolpe

Por Iago Sarinho


A cobertura internacional sobre o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, além de causar efervescência e debates contundentes na sociedade brasileira, vem sendo acompanhado com destaque pelos principais veículos de comunicação do mundo.
Periódicos de destaque e redes de comunicação como o “The New York Times” (EUA), “BBC” (Inglaterra), “Le Monde” (França), “The Economist” (Inglaterra), “CNN” (EUA) e El País (Espanha), têm acompanhado de perto as movimentações do cenário político no Brasil. E por incrível que pareça, tem saído desses meios as fontes mais isentas e completas na cobertura do caso.

sábado, 23 de abril de 2016

Comissão da Verdade da Paraíba publica nota de repúdio a Jair Bolsonaro

Descrição para cegos: a imagem mostra
fotos do período ditatorial ao fundo e o
título "Comissão Estadual da Verdade"
seguido pelo brasão do Governo da Paraíba.


A Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba publicou quarta-feira (20) uma nota de repúdio à postura do deputado Jair Bolsonaro (PSC – RJ) na votação para o prosseguimento do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseuff, ocorrida no último domingo (17). Na nota, a Comissão ressalta a necessidade de providências na Câmara dos Deputados e por parte do Ministério Público Federal para punir o deputado. Leia a nota abaixo (Samara Mello).



Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba
NOTA DE REPÚDIO

A Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba vem tornar público seu repúdio à postura do Deputado Jair Bolsonaro, do Partido Social Cristão do Rio de Janeiro, que, em seu voto a favor do impeachment da Presidenta Dilma Vanna Rousseff (ou Golpe de Estado sem as baionetas até agora), dedicou seu voto ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do Destacamento de Operações Internas (DOI-CODI) entre 1970 e 1974.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Quem foi Ustra e por que Bolsonaro mais uma vez mostrou sua verdadeira cara?


Descrição para cegos: A foto mostra o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro agente da ditadura
a ser reconhecido como torturador pela justiça brasileira, olhando diretamente para a câmera.

Por Edgley Lemos


A despeito do que foi o dia de votação do prosseguimento do processo de impeachment, no último domingo, uma lembrança perturbadora e preocupante foi trazida a tona pelo deputado federal pelo PSC do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro. Sempre buscando chamar atenção, em todo e qualquer pronunciamento, o deputado exaltou o Coronel Carlos Brilhante Ustra em seu voto a favor do impedimento da presidenta Dilma. “Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff’’, disse.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Comissão Estadual da Verdade da Paraíba recebe arquivos do SNI e do ex-deputado Arroxelas

Descrição para cegos: a foto mostra Paulo Giovani recebendo arquivos de Manoel Pereira de Macedo Neto. 

Por Edgley Lemos


        Na manhã desta segunda-feira, a Comissão Estadual da Verdade recebeu, em uma solenidade realizada na UFPB, arquivos do Serviço Nacional de Informações, o SNI, da época da ditadura. 
       O acervo é referente à Agência de Pernambuco, que cuidava também da Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte durante o regime militar. Além do acervo do SNI, a comissão recebeu também o acervo pessoal do ex-deputado Antônio Augusto Arroxelas. 
       Criado em 1964, logo após a instauração do regime militar, o SNI só foi extinto no governo do presidente Fernando Collor de Melo, em 1990. Durante esses 26 anos de atuação, o órgão produziu milhares de documentos sobre todos aqueles que atraíam o interesse da Agência Central, em Brasília. 
      

quarta-feira, 2 de março de 2016

Solidariedade aos estudantes em greve de fome

Descrição para cegos: a foto mostra pichações em um espaço da UFPB que dizem: "A mídia mente", "Movimento estudantil Unido", "Fome não espera" e "A luta é diária..."
Há uma visível insatisfação com a cobertura da imprensa à greve de fome na UFPB, que já dura 9 dias. Às vezes indiferente, às vezes tendenciosa, o resultado é que já começam a surgir as reações. Hoje à tarde, por unanimidade, o Colegiado do Departamento de Jornalismo da UFPB, do qual faço parte, aprovou uma moção sobre a greve e o comportamento da imprensa no caso, a qual vai a seguir (Carmélio Reynaldo).

Universidade Federal da Paraíba 

Centro de Comunicação, Turismo e Artes 

Departamento de Jornalismo 



PRONUNCIAMENTO SOBRE 

A GREVE DE FOME DOS ESTUDANTES DA UFPB 


sábado, 12 de dezembro de 2015

III Colóquio Sobre Memória e Verdade – advogado Waldir Porfírio

Descrição para cegos: a foto mostra o advogado Waldir Porfírio e a câmera
filmando-o, com ele aparecendo no visor.

No dia 21 de outubro, foi realizado o III Colóquio sobre Memória e Verdade para a disciplina de Jornalismo e Cidadania, do Curso de Jornalismo da UFPB, tendo como convidado o advogado Waldir Porfírio, integrante da Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória, autor de muitos processos de anistia e reparação a favor de pessoas perseguidas pela ditadura, e membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba. O colóquio foi organizado por Elthon Cunha, Gabriela Garcia, Pedro Neri e Sandro Alves.

Confira o colóquio na íntegra.

domingo, 13 de setembro de 2015

Professores da UFPB criam Fórum Democracia, Direitos Humanos e Paz

Descrição para cegos:a foto mostra, da esquerda para a direita, Rodrigo Freire, Maria Luísa e Ademir Melo: integrantes e fundadores do Fórum Democracia, Direitos Humanos e Paz.
O objetivo principal do Fórum é contribuir para o debate em torno das questões essenciais do Brasil. Coordenado por professores da UFPB, objetiva discutir temas importantes envolvendo a conjuntura política nacional. O Fórum conta com a participação de três Centros da UFPB: os de Ciências Jurídicas e de Ciências Humanas e Letras, ambos do Campus de João Pessoa, e o de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias, do Campus de Bananeiras, além do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da universidade. Também participam entidades como a Comissão de Direitos Humanos da OAB e as Comissões Estadual e Municipal da Verdade. O Fórum realiza na próxima quinta-feira sua primeira atividade: o lançamento no novo livro de Roberto Amaral, ex-ministro e dirigente histórico do PSB. O livro A Serpente Sem Casca – Da Crise à Frente Populartraz reflexões sobre o panorama político do Brasil. Sobre esse tema, produzi uma reportagem para o programa Espaço Experimental (Sandro Alves).