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sábado, 16 de dezembro de 2017

Gilberto Gil explica a música "Cálice"


Descrição para cegos: imagem mostra um verso da música Cálice: “Pai, afasta de mim esse cálice” escrito em papel envelhecido.


O canal de Valéria Diniz, ligado à música, disponibiliza um vídeo em que Gilberto Gil conta a história da composição da música Cálice, dele e Chico Buarque. Gil revela o significado das metáforas e como surgiram no processo de criação. Ele também fala da sua dificuldade de, ainda hoje, lidar com essa canção que faz referências ao sofrimento das pessoas durante os anos de chumbo. No vídeo ainda é possível assistir a um fragmento da tentativa dos autores de apresentarem a música em no show Phono 73, quando o som dos microfones foi cortado. Clique aqui para ver o vídeo. (Thalany Lima)

terça-feira, 11 de julho de 2017

Dois dedos: um da vida, outro da morte

Descrição para cegos: capa do disco Pelas Ruas,
 de Carlinhos Vergueiro, na qual aparece seu rosto
 em close.
Por Rebeca Neto
  
Os anos 60 marcam o ponto alto da Música Popular Brasileira. A crise política que o país enfrentava e a intensa repressão foram o terreno fértil em que floresceram artistas que são, hoje, consagrados.
Em 1977, em parceria, Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino, compuseram uma música que revive esse grande momento da MPB. Conhaque retoma os tempos de festivais da canção popular do final dos anos 60 e de confrontos políticos. Para isso, os autores trabalharam a canção fazendo referências às músicas que marcaram a época.
Como uma bebida quente sendo tomada num rigoroso inverno, Conhaque retrata um tempo de vândalos nas madrugadas, de alegrias, travessias e correrias desesperadas: a Ditadura.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Como beber dessa bebida amarga?

Descrição para cegos: a imagem mostra um desenho com o busto de Elizabeth Teixeira respingado com vinho. Por cima do papel está uma taça de vinho caída.
Por Gabriela Güllich

Pai, afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta”
       
         A música de Chico Buarque e Gilberto Gil sintetiza uma súplica por algo que se deseja ver à distância. Esse pedido serve tanto para o “cálice” de vinho tinto de sangue das vítimas de tortura, quanto para o “cale-se” imposto pela repressão. Seguindo a metáfora da música, a matéria apresenta uma série de ilustrações feitas em nanquim e vinho tinto. Baseada no material Compartilhando Memórias, cada ilustração traz consigo o relato de uma vivência sob a ditadura.