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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O atraso causado pela ditadura na resistência LGBT

Descrição para cegos: foto da bandeira do movimento
LGBT, formada por faixas horizontais com as cores do
arco íris, levantada em um mastro e balançando com
vento.
Por Bruna Ferreira


Por volta dos anos 60, movimentos de liberação sexual ganharam força na Europa e nos Estados Unidos. Apesar do discurso proposto por esses grupos repercutir no Brasil, o período foi marcado pela repressão aos grupos de resistência LGBT que tentavam se organizar.
O Estado exigia que os cidadãos seguissem um padrão de moral conservador e fez com que homossexuais e travestis fossem perseguidos e presos por policiais, sob a alegação de defesa da moralidade defendida pelo governo. A comunidade LGBT vivia, assim, um medo constante.
A moral defendida pelo Estado foi usada também como pretexto para censurar as artes com temática LGBT. A televisão, meio de comunicação mais massificado na época, era que sofria mais censura, pois os militares acreditavam que a abordagem de temas ligados à homossexualidade podia corromper os jovens, além de associar o tema a pornografia.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Transexuais: visibilidade na ditadura militar brasileira

Descrição para cegos: a foto mostra uma travesti deitada no chão sendo detida por dois homens.

Onde estavam as travestis durante a ditadura? Essa pergunta estimulou Helena Vieira, colaboradora da revista Fórum, a levantar questões de visibilidade e verdade sobre transexuais durante o regime militar no Brasil, reconhecendo a quase inexistência de estudos sobre o assunto. Contemporaneamente, a transexualidade vem ganhando espaço não só no que diz respeito às liberdades individuais, mas também no direito à memória como grupo culturalmente oprimido. Das violações sofridas até a atuação em grupos de resistência, a história ganha novos atores sociais a partir de um olhar mais atento ao passado, contextualizando esses indivíduos marginalizados e dando visibilidade e oportunidade para as suas vozes. A matéria ainda conta com trechos de relatórios da Comissão Nacional da Verdade (CNV) que mostram a situação que esses personagens enfrentaram no país. Confira a publicação aqui. (Bianca Patrícia)